Considerada pela comunidade que a segue como a 'rainha das redes sociais', Ana Garcia Martins foi pioneira na criação de um espaço digital há quase 17 anos, o blog 'A Pipoca Mais Doce', que se mantém como um dos mais lidos em Portugal. Tinha apenas 22 anos e estava longe de imaginar que começaria aí uma longa jornada neste universo, que hoje a faz ser reconhecida como uma mais mais prestigiadas figuras da blogosfera e das redes sociais.

Ana Garcia Martins esteve à conversa com o Fama Ao Minuto depois de somar mais uma conquista ao ser distinguida pelo site Executiva como uma das 25 mulheres mais influentes do mundo.

"[Quando comecei o blog] beneficiei do fator novidade mas depois também pelo registo. Criaram empatia porque era uma miúda de 22 anos como qualquer uma delas. Falava dos problemas com o trabalho, com o namorado, com as finanças. Foram acompanhando o blog porque iam acompanhando o meu crescimento e elas próprias estavam a passar pelas mesmas fases que eu. E depois o registo é o que faz a diferença - baseado no humor, sempre muito sarcástico e corrosivo", defendeu.

Tem mais de 600 mil seguidores no Instagram e é requisitada por centenas de marcas, mas faz questão de que a sua influência vá além do "apelo ao consumo".

"Tento que não seja só isso, tento que seja mais interessante e mais positivo. Mais que não seja para debater temas que acho que são importantes, como a importância do voto, a vacinação, feminismo, coisas que estamos a viver. Essa é uma das mais-valias em ter uma plataforma que chega a tanta gente. Trazer esses temas para cima da mesa e ouvir o que as pessoas têm para dizer", frisou.

O sucesso do 'Big Brother'

"A televisão acabou por me dar uma exposição completamente diferente, mas inesperada também. Sempre adorei reality shows e sempre comentei nas minhas redes sociais. Pensei: ‘Vais fazer em televisão o que fazes espontaneamente nas tuas redes sociais'. Claro que muito mais exposta e um bocadinho mais comedida, mas acho que era isso que se pretendia de mim", afirmou.

Sobre o estrondoso sucesso que a sua colaboração com o 'BB2020' teve junto do público, Ana Garcia Martins acredita que se deveu ao facto de representar uma grande parte dos espectadores: "Era a espectadora comum a dizer alto o que a maior parte das pessoas em casa pensam, mas não têm oportunidade de dizer em mais lado nenhum. Tentei ser a voz das pessoas que viam o programa e sentiam o jogo como eu".

Apesar do registo sarcástico e 'sem filtros', garantiu que "nunca houve nenhuma interferência da parte da TVI ou da Endemol para que eu fosse mais comedida". "Sempre tive liberdade total para dizer exatamente o que queria e acho que foi por isso que me senti tão confortável naquele papel e foi tão bem recebido por quem estava a ver o programa", acrescentou.

Nesta edição do 'Big Brother', que estreou no dia 13, A Pipoca Mais Doce assume a condução do segmento pós-gala, mas garante que vai "continuar a estar presente" no banco de comentadores do Extra.

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