Este ano, o Rock in Rio Lisboa traz um cartaz repleto de grandes artistas, que não estão apenas reservados para o palco principal. À semelhança do que aconteceu na edição anterior, desta vez os festivaleiros poderão contar com os vários concertos no Galp Music Valley. Um dos nomes confirmados para este palco foram os Delfins.

O Notícias ao Minuto esteve à conversa com dois dos elementos, Miguel Ângelo, o vocalista, e Fernando Cunha, guitarrista, que nos falaram das expectativas para o espetáculo, marcado para o dia 27 de junho.

Como é que estão a gerir as expectativas para este espetáculo?

MA: No nosso caso vai ser interessante porque vamos tocar para miúdos que nunca viram os Delfins ao vivo. Portanto, o melhor foi mesmo fazer uma lista de êxitos, do princípio ao fim, e conseguir pôr a malta aos pulos durante uma hora.

FC: As canções dos Delfins continuaram a ouvir-se ao longo das gerações, ora na rádio, ora tocadas por outros projetos, o que tem feito com que tenham resistido ao tempo.

Um caminho que até chegar ao reconhecimento que hoje a banda tem foi árduo, portanto...

MA: Sem dúvida, foi uma luta grande. As pessoas às vezes falam no glamour dos anos 80, aquilo era uma luta difícil. Chegar às terras e não haver corrente elétrica, fazer as estradas ainda antes da A1, sem ar condicionado e 10 horas para chegar a Bragança. Houve realmente coisas que foram revolucionárias, mas a vida era mais complicada. Hoje o facto de haver festivais como o Rock in Rio que abrem o palco a gente nova torna isto mais interessante, porque há um convívio geracional que antes não existia.

A música portuguesa voltou a estar na moda?

MA: Está tudo na moda! É Lisboa, o Porto, a música portuguesa… tudo. E ainda bem, acho que já merecíamos estar na moda desde os Descobrimentos [brinca].

Como é que vêem a nova geração de artistas?

MA: É diferente, é promissora, é original e desempoeirada, pessoal sem preconceitos na cabeça. Ouvem-se discos novos fantásticos. Há tanta gente a cantar e a escrever em português… é incrível, porque há música para todos os gostos e idades e isso, antigamente, não existia.

FC: Nós fomos pioneiros. Era difícil o rock em português soar bem. Hoje em dia é absolutamente assumido.

MA: Já se canta em português sem preconceitos. Em 2004, 2005, houve uma série de artistas que começaram a cantar despreocupadamente e a dizer o que lhes ia na alma, e as letras, quando são verdadeiras, encontram o eco no outro lado, ou seja, no público. Isso fez a diferença.

Quais eram os preconceitos que tinham antes e que conseguiram superar?

MA: Eu próprio tinha, não queria dizer meu amor numa letra, porque achava foleiro. Os Delfins quase não tinham a palavra amor.

FC: Distanciámo-nos ao máximo da música ligeira. Amor e dor era aquela rima impossível de usar [afirmam os dois entre risos].

Os artistas prometeram ainda que a performance no Rock in Rio Lisboa será surpreendente a nível de cenografia. Ficamos à espera.

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