Juliana Paes voltou a mostrar-se uma acérrima defensora dos direitos das mulheres e da causa feminista. Esta sexta-feira, dia 10, a atriz usou as suas redes sociais para enaltecer a "coragem, ousadia e inteligência" de Jessica Senra por se insurgir publicamente contra um caso polémico que está a chocar o Brasil.

Em causa está o alegado interesse de clubes de futebol brasileiros em contratarem o guarda-redes Bruno, "condenado por um crime bárbaro de assassinato à mãe do seu filho".

"Eu como mulher, e defensora da causa da violência contra a mulher, queria dizer que estou muito orgulhosa de ti, Jessica Senra. Queria convidar todos os meus seguidores, pessoas e marcas, a verem o vídeo completo do seu discurso", pode ler-se na mensagem partilhada por Juliana Paes.

Veja abaixo o vídeo de que fala a artista brasileira:

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Eu acredito na recuperação do ser humano. Acredito que a maioria das pessoas merece outras chances depois que comete erros, porque errar é da essência humana. O perdão é um dos sentimentos mais belos que podemos cultivar. Mas perdoar alguém não significa esquecer o que esse alguém fez nem permitir que esse alguém continue em nossa vida. Perdoar e dar uma nova chance não apaga o que foi feito, não se pode fingir que nada aconteceu. Embora juridicamente o cumprimento de uma pena libera o condenado para seguir sua vida normalmente, é socialmente que precisamos pensar no que toleramos ou não. Nem tudo é apenas questão de lei. Há comportamentos legais que são imorais. Um condenado pode e deve ser ressocializado. Deve merecer uma segunda chance. Mas penso que, depois de um crime tão perverso, voltar a ser ídolo, a estar numa posição que lhe confere status de ídolo, é bastante questionável. Penso que o feminicida deve voltar ao trabalho, mas não no futebol, não como ídolo. Defendo sua ressocialização, mas longe de qualquer torcida. E isso não é a lei que vai decidir. É a sociedade. E se ele tivesse estuprado um bebê? O que os “fãs” diriam? Lembro que há pouco mais de dois anos, jogadores foram flagrados num vídeo masturbando uns aos outros no vestiário de um clube gaúcho. Os quatro jogadores foram dispensados. Seus nomes, inclusive, foram poupados para evitar que eles fossem banidos do futebol. E é bom que fique bem claro: eles não cometeram crime algum, não fizeram nada contra a vontade de ninguém! Mas, absurdamente, a homossexualidade ainda é intolerável no futebol. Ser feminicida é aceitável? O que você pensa disso? #NãoAoFeminicídio

Uma publicação partilhada por Jessica Senra (@jessicasenra) a 6 de Jan, 2020 às 10:55 PST

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