Numa dura carta dirigida aos editores do The Sun, Daily Mail, Mirror e Express, o casal anunciou que não haverá, da parte deles, "nenhuma colaboração" com estes meios, informa o jornal The Guardian esta segunda-feira (20).

"Com esta política, não se trata de evitar as críticas, nem de calar o debate público, ou censurar informações fielmente contrastadas", afirmam, de acordo com a carta, partilhada no Twitter pelo especialista em média do Financial Times, Mark Di Stefano.

O neto da rainha Isabel II e a sua esposa disseram não querer serem usados como "uma moeda numa economia de 'clickbait' e distorção".

"O duque e a duquesa de Sussex viram as vidas de pessoas próximas - assim como de completos estranhos - totalmente destruídas apenas para que fofocas obscenas aumentassem a receita publicitária", diz um excerto publicado pelo The Guardian.

O jornal descreve a carta como um "ataque sem precedentes a uma grande parte da imprensa".

O casal sublinha que a sua decisão não se refere a todos os meios e que continuará a trabalhar com os jornalistas.

Harry, de 35 anos, sexto na linha de sucessão ao trono, e Meghan, de 38, anunciaram em janeiro o seu desejo de se afastarem dos deveres reais e serem financeiramente independentes.

A sua saída - apelida de "Megxit" pela imprensa britânica - foi precedida de informações, segundo as quais Meghan não era feliz com a vida na realeza, e ambos se queixaram da invasão dos jornais.

Após uma breve passagem pelo Canadá, Harry e Meghan instalaram-se na Califórnia no mês passado.

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