Esta semana, a imprensa brasileira tem andado à volta de um caso de violência sexual registado contra um mulher em São Paulo. Conforme é descrito pelos meios de comunicação, um homem de 48 anos foi detido após ter sido apanhado a ejacular no pescoço de uma passageira, que circulava no mesmo transporte que ele.

Depois da audiência em tribunal, o arguido foi libertado pelo juiz que alegou que "não houve constrangimento", classificando o ato como atentado ao pudor.

Perante este cenário, a atriz Deborah Secco mostrou-se profundamente indignada e decidiu pronunciar-se sobre o assunto nas redes sociais.

“Não posso fazer como a Justiça brasileira e fingir que sucessivos casos de abuso sexual no transporte público não são um tipo de violência, de estupro [violação]. Vamos ser claros e usar os termos corretos: é estupro!”, começa por defender na sua página de Instagram.

“Quando uma mulher passa por qualquer tipo de violência contra o seu corpo, não existe outro nome além de estupro. A violência não é apenas quando deixa traumas na pele. Os traumas psicológicos, a dor que fica na alma, permanece, e não passa com remédio ou tempo. É uma cicatriz aberta a cada nova impunidade, a cada novo caso”, adianta.

“A gente não pode achar normal estar vulnerável a um maníaco sexual que se masturba no autocarro. Muito menos que um juiz não considere isso um tipo de violência, apesar de todas as testemunhas e o terror da cena descrita. Basta dessa violência, basta de abrandar os crimes contra as mulheres. Quero que minha filha viva numa sociedade onde mulheres são tratadas com respeito e que ela tenha a certeza de que as leis funcionam corretamente”, termina

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