Já fizeram o programa num aeroporto, numa estação ferroviária, a partir de casa e até no ar, dentro de um balão de ar quente, a sobrevoar a lezíria ribatejana, uma emissão que o Modern Life/SAPO Lifestyle acompanhou em direto e que pode (re)ver na galeria de imagens que se segue. Para comemorar o primeiro aniversário de "As três da manhã" da Rádio Renascença, Ana Galvão, Carla Rocha e Joana Marques desafiaram os ouvintes a eleger o local da emissão.

Ana Galvão sugeriu a praia, Carla Rocha um castelo e Joana Marques um hotel de luxo. O auditório votou e o Sheraton Lisboa Hotel & Spa foi o palco da emissão que reuniu convidados especiais e apresentou reportagens a partir dos vários espaços da unidade hoteleira. A par da animação a que o trio de locutoras já habituou os ouvintes, foram recordados episódios passados e apresentadas as rubricas habituais, como é o caso de "Extremamente desagradável".

O programa nasceu da necessidade de rejuvenescer a marca Rádio Renascença. "Já não cabiam as fórmulas do costume. Tivemos que encontrar uma solução nova, diferente e ganhadora", admitiu Pedro Leal, diretor-geral de produção da emissora. O facto de serem apenas mulheres com personalidades diferentes, apesar de compatíveis, transformou a dose de risco associada à novidade numa fórmula de sucesso confirmada, já, pela subida de 20% das audiências do canal.

Em entrevista exclusiva ao Modern Life/SAPO Lifestyle, depois da emissão de três horas realizada a partir do hotel, Carla Rocha, Ana Galvão e Joana Marques fizeram o balanço do primeiro aniversário do programa e prometem continuar a surpreender o auditório. "Queremos muito este ano sair, pelo menos uma vez por mês, à rua e estar com os ouvintes fisicamente", revela Ana Galvão. "As pessoas querem mais proximidade", acrescenta ainda Carla Rocha.

Acabam de celebrar um ano de programa. Que balanço é que fazem?

Carla Rocha: Um balanço divertido... Foi um ano divertido! Foi um ano em que as três conseguimos conhecer-nos um bocadinho melhor e conseguimos perceber, também, as pessoas que nos acompanham. Foi um ano em que um grupo, neste caso, nós e os ouvintes, nos conhecemos melhor.

Já fizeram imensos programas em locais inusitados. Quais são os planos para mais um ano de emissões?

Ana Galvão: Ainda não lhes disse que isto ia acontecer mas pode vir a acontecer fazermos um programa num submarino. Não sabemos... No metro, por que não? Já fizemos a emissão num comboio…

Carla Rocha: Em Marte, mas é segredo. Ainda não se pode revelar…

Joana Marques: Elas brincam mas, dentro de poucos anos, isto pode acontecer, sobretudo pela parte da Ana Galvão, que fica muito entusiasmada com as propostas descabidas e, depois, nós temos que ir por arrasto...

Carla Rocha: Mas ela vai, tu ficas em terra...

Joana Marques: Claro! É como aquelas famílias reais que nunca viajam juntas porque pode acontecer alguma coisa. Nós também fazemos assim. Elas vão as duas, arriscam-se e eu fico em terra porque o programa tem que continuar...

Ana Galvão: Agora, falando a sério, temos um ano em que contamos sair muito para a rua. É muito importante este contacto com os ouvintes. É do mais extraordinário que há e o básico dos básicos da rádio é o contacto com os ouvintes e queremos muito este ano sair, pelo menos uma vez por mês, à rua e estar com os ouvintes fisicamente. Além de que dá histórias espetaculares cada vez que vamos à rua fazer um programa de rádio.

Carla Rocha: Divertimo-nos mais e, quando voltamos para dentro do estúdio, é esquisito mas é bom porque já tens pessoas na tua cabeça que te acompanham, já não falas para o vazio... Falas para pessoas que conheceste, com quem te cruzaste, que são pessoas como nós..

Vocês não trabalhavam juntas anteriormente…

Ana Galvão: Eu sou o elo comum. Tirei um curso de rádio com a Carla, foi a nossa proximidade. E fiz um programa de rádio na Antena 3, durante quase dois anos, com a Joana. Sou o elemento comum...

E esperavam esta sintonia entre as três?

As três em uníssono: Não!

Joana Marques: Mas acho que é bom, às vezes, também não termos... Há muitos temas em que estamos em desacordo e isso também faz parte da magia do programa porque faz com que as pessoas que estão em casa ou no carro, a ouvir, se identifiquem mais com uma ou com outra. Portanto, sermos diferentes também é bom...

Carla Rocha: Não pensem que são tudo rosas...

Joana Marques: Há uns gritos! [risos] Não, por acaso, não há...

Ana Galvão: Mas ela [Joana Marques] bateu-me ontem. Começou a atirar-me coisas para cima... [risos]

Joana Marques: Mas era a brincar...

Carla Rocha: E, às vezes, dá-te com coisas sem querer, também... [risos] Ela é um bocado abrutalhada. Não tem jeito de mãos...

Vocês já têm ouvintes que vos seguem até aos sítios onde fazem emissão para vos cumprimentar, para estar a assistir e para vos ver…

Carla Rocha: As pessoas são umas queridas... É a magia da rádio! As pessoas querem mais proximidade.

Joana Marques: Ouvem-nos todos os dias, sentem que já nos conhecem... E conhecem, de facto!

Ana Galvão: Já fomos fazer uma emissão ao Porto, na estação de São Bento, onde uma senhora foi, de propósito, levar-nos rissóis e uma coisa de artes manuais sobre o Futebol Clube do Porto, feita por ela, para entregar à Joana. Já tivemos ouvintes em Coimbra que nos ouviram dizer que gostávamos de cerejas e foram levá-las de propósito de camião. É fascinante...

Joana Marques: Nós falamos todos os dias sobre as nossas vidas e, então, as pessoas participam na nossa vida. É giro ter estes momentos em que estamos na rua e em que há esse encontro de facto.

Têm noção de que trouxeram uma lufada de ar fresco à rádio nacional?

Carla Rocha: Não tenho!

Ana Galvão: Por acaso, eu tenho! É falta de modéstia, mas eu acho que sim, porque temos um produto que não existe. Fizemos uma coisa que não havia em Portugal.

Joana Marques: Às vezes, há tendência para repetir o que já há e fazer um bocadinho mais do mesmo, no fundo, na tentativa de, se um determinado programa corre bem e se existe modelo de sucesso, vamos fazer igual. Foi interessante, da parte da Renascença fazer diferente e provar que isso também pode resultar. Não temos que ser todos muito iguais. A nossa é uma proposta, de facto, diferente em relação aos outro programas e às outras estações.

Carla Rocha: Veio despentear um bocadinho a lógica dos programas da manhã na rádio...

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