Reorganizou o exército francês e perseguiu protestantes mas morreu, de repente, aos 50 anos, vítima de apoplexia pulmonar. François-Michel Le Tellier, marquês de Louvois, foi um dos mais importantes ministros do rei absolutista Luís XIV. Do luxuoso palacete parisiense onde viveu no século XVII, já nada resta a não ser a praça a que deu nome, o Square Louvois. Mas, nas imediações, há um novo edifício que se destaca.

Localizado no número 12 da rue de Louvois, nas proximidades do Palais Garnier e do famoso boulevard Haussmann, o hotel Square Louvois é um hotel de quatro estrelas que alia o melhor do design contemporâneo com apontamentos de art déco ao espírito refinado e elegante de que os parisienses se gostam de gabar. Aberto em meados de 2016, converteu-se rapidamente numa das unidades hoteleiras da moda.

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Os 50 quartos, confortáveis e sedutores, decorados com paredes escuras e com peças de cores contrastantes, onde não faltam cortinados em tecido negro, criam uma atmosfera sedutora e relaxante.

Apesar do design ser francês, a decoração, simples, minimalista e depurada, aproxima-se contudo mais da estética escandinava, como pretendia a decoradora de interiores Leslie Gauthier. "É um espaço íntimo mas também muito autêntico", garante.

"Neste aconchegante casulo, o estilo combina tapeçarias e molduras clássicas parisienses com a nobreza do couro e do cobre. O piso de carvalho claro escovado, os retratos em preto e branco e as cortinas de veludo cortam as cores sóbrias e elegantes. A decoração retrata as influências de ontem que combinam com o conforto de hoje, para uma estadia onde o charme francês é a estrela", refere também o site do hotel.

O boutique hotel literário que esconde um segredo na cave

As habitações distribuem-se por seis tipologias. Mas, independentemente de pernoitarem num quarto simples, num clássico, num superior, num deluxe, numa habitação familiar ou no Duplex Sainte-Anne, a luxuosa suite de 37 metros quadrados que ocupa dois andares, há luxos de que todos os hóspedes beneficiam, como é o caso de uma máquina de café Nespresso e da televisão com vídeo-on-demand HD.

Os (muitos) livros que se insinuam discretamente

As áreas comuns são, tal como os quartos, elegantes, cosmopolitas e urbanas. Apesar de não ser um boutique hotel assumidamente literário, como acontece por exemplo com o Library Hotel em Nova Iorque, a temática literária está presente de forma subtil no hotel Square Louvois. No lobby e nos quartos, há (muitos) livros para ler e retratos a preto e branco de Simone de Beauvoir, de Albert Camus e de Émile Zola para admirar.

Um dos espaços mais sedutores desta unidade hoteleira é, no entanto, a sua área de relaxamento e bem-estar, perfeita para recuperar energias depois de um extenuante dia de passeios pela cidade. Numa cave revestida a pedras naturais, esconde-se um segredo inesperado, uma convidativa piscina com oito metros de comprimento e três metros e meio de largura. Um equipamento que dispõe ainda de um banco de hidromassagem.

O boutique hotel literário que esconde um segredo na cave

Ao lado da piscina, a tisanerie, onde pode degustar chás e bebidas refrescantes, é outra das áreas onde pode descontrair nos intervalos das visitas e/ou das compras. Há quem prefira ir aliviar a tensão para o pequeno ginásio que o hotel Square Louvois também disponibiliza mas são mais os que solicitam massagens e tratamentos estéticos no quarto, um serviço que está diariamente disponível entre as 07h00 e as 22h00.

Para os que viajam em trabalho, também não faltam opções com fórmulas à medida das suas necessidades. Além de um centro de negócios numa sala com uma biblioteca privativa, o hotel disponibiliza salas moduláveis para reuniões e seminários com capacidade para acolher grupos de 15 a 20 pessoas. Para eventos com coletivos maiores, existe, nas proximidades, um espaço maior que o hotel também gere.

O boutique hotel literário que esconde um segredo na cave

Uma das coisas que os hóspedes mais valorizaram nos hotéis é o pequeno-almoço. O do hotel Square Louvois, que pode ser continental ou bufete, não desilude, como comprovámos. Entre as 16h00 e as 18h00, é também servido um lanche, grátis. Além de bolos e bolinhos, há, para acompanhar, bebidas frescas, chás e até chocolate quente. Para lá chegar, se for de carro, pode usar o Parking Indigo, na place de la Bourse.

Se for de transportes públicos, pode usar a linha 3 do metro, saindo nas paragens 4 Septembre ou Opéra, que também é servida pelas linhas 7 e 8. 20, 29, 39, 48 e 67 são as linhas de autocarro que pode usar, saindo na paragens Bibliothèque Nationale, Sainte-Anne-Petits Champs ou Richelieu-4 Septembre. O comboio RER mais próximo é o A, que circula em direção a Auber. A paragem é a da Opéra.

O (muito) que pode ver nas imediações do hotel    

Além do Palais Garnier, também conhecido como Opéra Garnier, são muitas as atrações turísticas da cidade facilmente acessíveis a partir do hotel Square Louvois, como é o caso do Museu do Louvre e do Jardin des Tuileries. O Museu d’Orsay também não fica longe. Se prosseguir em direção a norte, encontra o animado bairro de Montmarte e a Basilique du Sacré-Coeur, um dos monumentos mais visitados da capital francesa.

Se sair do hotel em direção a sul, encontra a Sainte-Chapelle, a Cathédrale de Notre-Dame de Paris, o Quartier Latin e o Jardin du Luxembourg. Andando para este, chega ao Centre Georges Pompidou e ao vibrante bairro Le Marais. A oeste, tem a ponte Alexandre III, uma das mais famosas da cidade, assim como o Hôtel des Invalides, o Musée Rodin, a famosa e concorrida avenida dos Campos Elísios, o Arco do Triunfo e a Torre Eiffel.

O boutique hotel literário que esconde um segredo na cave

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