Através das fotografias realizadas pela fotógrafa Cristina García Rodero, a exposição "Terra de Sonhos" pretende dar voz às mulheres das comunidades rurais de Anantapur (Andhra Pradesh) e destacar o seu poder na transformação das suas comunidades.

Cristina García Rodero soube entrar neste mundo, fundir-se na alegria e no sofrimento daqueles que encobrem, com cor e graciosidade, o claro-escuro (chiaroscuro) da sua própria existência.

A exposição é composta por 40 fotografias e faz parte do programa "Arte na rua", através do qual a Fundação ”la Caixa” pretende aproximar a arte às pessoas fora do contexto habitual dos museus e das salas de exposições. Pode visitar a exposição na Praça da República, Braga, de 13 de outubro a 9 de novembro de 2021.

Sendo a cultura e a arte ferramentas essenciais para promover o desenvolvimento dos cidadãos, a Fundação ”la Caixa” procura contribuir para a sensibilização do público através do acesso a conteúdos artísticos, designadamente nas exposições itinerantes que organiza.

Em particular, com o seu programa "Arte na rua", a Fundação ”la Caixa” procura transformar o espaço público num museu ao ar livre e levar ao público o trabalho de artistas de renome internacional, desta forma, contribuindo para democratizar o acesso à arte.

Cristina García Rodero foi convidada a documentar as condições de vida das comunidades de Anantapur

Durante um mês e meio, García Rodero visitou hospitais, centros de acolhimento de mulheres vítimas de violência, oficinas, escolas e casas, realizando fotografias que dão voz a pessoas que são, muitas vezes, esquecidas: crianças, pessoas com deficiência e, especialmente, mulheres.

Mães, camponesas, costureiras, noivas de diferentes religiões, professoras, enfermeiras e estudantes têm um papel de destaque neste projeto, pois representam um dos principais motores na transformação das comunidades de Anantapur.

Terra dos Sonhos
"Terra dos Sonhos" por Cristina García Rodero créditos: Cristina García Rodero

A exposição entra no mais sensível e mágico do mundo feminino e na força e capacidade de superação das mulheres em Anantapur. Persistente e excessiva, Cristina García Rodero soube entrar neste mundo e fundir-se na alegria e no sofrimento daqueles que encobrem, com cor e graciosidade, o claro-escuro (chiaroscuro) da sua existência.

O resultado deste projeto são 40 fotografias: uma seleção de imagens representativas das comunidades rurais da Índia, que cativam pela sua qualidade de composição e de vivência.

Através do seu trabalho, García Rodero propõe-nos uma forma particular de ver a Índia, um mundo complexo e fragmentado. Cada fotografia constrói um código visual coerente e, sobretudo, transcendente. A imagem que se transforma em arte.

É a primeira fotógrafa espanhola a ter um museu próprio, na sua cidade natal

Cristina García Rodero é uma figura da fotografia mundial, tanto pela sua personalidade, como pelo impacto nacional e internacional do seu trabalho.

Nascida em Puertollano (Ciudad Real) em 1949, licenciou-se em Belas Artes pela Universidad Complutense de Madrid. Foi a primeira espanhola a ser admitida na prestigiada agência de fotojornalismo Magnum.

De entre a sua vasta obra, destaca-se a "España oculta", que faz parte da Coleção ”la Caixa” de Arte Contemporânea.

Recebeu inúmeros prémios, incluindo o "World Press Photo" em 1993, o "National Photography Award" em 1996, o "FotoPres la Caixa" em 1997, o "PhotoEspaña" em 2000, o Prémio Godó de Fotojornalismo em 2000, as medalhas de ouro do Mérito em Belas Artes, em 2005 e em Castilla-La Mancha em 2016 e, recentemente, o prémio "PhotoEspaña", em 2017.

É a primeira fotógrafa espanhola a ter um museu próprio, na sua cidade natal.

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