Esta condição lembra-nos uma característica principal dos nossos tempos modernos: a interligação planetária. Se não fossem os sistemas globais de comunicação e a interdependência financeira que temos nos nossos dias, o problema económico de um país (ou de alguns países) não se teria alastrado, numa reacção em cadeia, pela maior parte dos países do planeta como se verificou.

Os satélites e a internet são, em parte, responsáveis por espalharem o sentimento de instabilidade e ansiedade que vivemos hoje. Contudo, olhando pelo lado positivo, estas tecnologias são uma bênção! Estas mesmas ferramentas podem tornar-nos menos egoístas ao permitir-nos saber o que está a acontecer no mundo, portanto, tornando-nos mais universalistas. Podem também ser usadas para criar reacções em cadeia positivas por todo o planeta.

Contudo, o que a maior parte das pessoas se esquece de tomar em consideração neste “sentimento de crise” que está a invadir alguns de nós é o facto desta situação ser agravada, até um certo ponto, pelo contágio das auras das pessoas. Este contágio é causado pela troca natural e contínua de bionergias pela qual cada um de nós é submetido diariamente. Neste processo de doar e receber energias (para e de outras pessoas e locais) as nossas auras recebem energias que têm informação impressa. A informação que está impressa nas energias é constituída por pensamentos e sentimentos. Isto afecta-nos como uma espécie de contaminação e intoxicação porque, para além da nossa própria tensão e sentimento de incerteza, recebemos também dessas energias absorvidas os sentimentos de ansiedade e medos de outros. Este mecanismo é ainda mais forte em áreas de alta densidade populacional.

Claro que isto causa um “loop” ou círculo vicioso que continua a piorar a situação. É importante, então, que compreendamos o contágio energético e como deveremos fazer a nossa protecção e limpeza bioenergética. Ao nos mantermos equilibrados, não só saímos do processo retroalimentativo da ansiedade mas também contribuímos para tornar a situação melhor, uma vez que não embarcamos em sentimentos que não têm fundamento ou são inúteis, isto é, ajudamos a quebrar esse mesmo círculo vicioso.

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O que realmente interessa mais na vida?

Nunca devemos esquecer quem somos e por que estamos aqui nesta vida física. Existimos na dimensão física por uma razão. Descobrir isso dá-nos um propósito para as nossas vidas, o que, por outro lado, nos torna mais felizes e mais autoconfiantes.

Temos poucas certezas nesta vida. Muito embora possa parecer paradoxal, uma delas é o facto de que todos iremos morrer. A morte do corpo físico e, portanto, desta vida presente, é a realidade que todos encontrarão mais à frente. Mas isto não é necessariamente mau. Deixar esta vida é uma coisa boa quando sabemos dentro de nós que concretizámos o que viemos cá fazer. Noutras palavras, quando completamos aquilo a que nos comprometemos fazer nesta existência, sentimo-nos preparados para retornar à dimensão não física onde pertencemos. Contudo, morrer antes de completar aquilo a que nos comprometemos fazer nesta vida não é o ideal, uma vez que, provavelmente, iremos arrepender-nos de algumas coisas que fizemos e outras que deixámos por fazer.

Ter uma sensação de tranquilidade e “paz de espírito” para levar connosco para os nossos “tempos eternos” é a maior realização que alguém pode ter. Adquirimos esta sensação de paz principalmente através do conhecimento das tarefas que assumimos fazer antes de nascermos e de saber que estamos a trabalhar no sentido de as cumprir durante esta vida. Este conjunto de tarefas e compromissos implica aplicarmos as nossas habilidades mais evoluídas. Estas tarefas foram planeadas para nos ajudar a equilibrar a nossa conta holocármica e tornar o mundo um lugar melhor. O nome deste “plano de tarefas” que temos de conquistar nesta vida é: Programação Existencial.

A nossa Programação Existencial é, acima de tudo, a razão real pela qual viemos para este planeta (plano físico) e é o que mais interessa na nossa vida.

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Reflexo externo do nosso estado interior

Quem nós somos por dentro e como nos sentimos acerca de nós próprios e das nossas vidas transparece nas nossas energias. Normalmente, as pessoas não vêem as nossas energias, mas sentem-nas. Isto afecta directamente as situações à nossa volta.

Se melhorarmos a nossa condição interna e desenvolvermos uma motivação legítima, optimismo e equilíbrio, isso irá reflectir-se na imagem que os outros têm de nós e criar sincronicidades positivas para nós.

Outro aspecto que contribui para o estabelecimento da imagem que os outros têm de nós e em trazer sincronicidades é a nossa condição holocármica. O que fizemos nas nossas vidas anteriores e as ligações energéticas que construímos com pessoas e episódios históricos estão igualmente impressos nas nossas bioenergias. É importante ter a noção de que a compreensão do processo evolutivo e o facto de sabermos como balancear as nossas energias pode contribuir substancialmente para acelerar a limpeza das nossas dívidas cármicas.
Nessa medida, estudos que tragam esclarecimento acerca da nossa existência multidimensional (isto é que somos mais do que o corpo físico) e que ajudem a compreender a base do planeamento da nossa Programação Existencial, podem ajudar-nos a atingir um estado interno melhor e ter mais confiança no que queremos fazer e porquê.

Um exemplo de tal esclarecimento pode ser alcançado através do conhecimento apresentado no Curso de Desenvolvimento da Consciência da Academia Internacional da Consciência (IAC – International Academy of Consciousness). Neste curso, a análise profunda do desenvolvimento bioenergético e pessoal, assim como o debate das técnicas bioenergéticas e percepções psíquicas, pode ajudá-lo(a) a tornar-se mais forte e inteligente. Também ajuda a tornar as pessoas mais equilibradas, centradas, vitalizadas e genuinamente mais positivas. Neste curso também se fala de “intoxicação energética” e “intrusão de pensamentos, sentimentos e energias” que certas pessoas nos fazem. Quando falamos acerca de energias intrusivas não nos referimos apenas à intrusão exercida sobre nós por pessoas vivas com quem tenhamos alguma espécie de relação. Também nos referimos às pessoas extrafísicas – isto é indivíduos que já morreram e que podem estar a interferir connosco nalgum nível. Esta interferência é chamada de “intrusão” ou assédio e aprender como lidar com isso pode ser um passo importante na implementação de uma maior autonomia, maturidade e sensação de bem-estar nas nossas vidas.

Depois de aprendermos técnicas para fazer o desassédio e limpar as nossas bioenergias, tornamo-nos menos susceptíveis a intoxicações de energias, e assim, evitamos sofrer a ansiedade e nervosismo de outros.

Os ganhos positivos mencionados nas aulas da IAC referem-se a condições internas que nos afectam como consciências. Contudo, porque nos mudam de uma maneira real tornando-nos mais equilibrados e sábios, ajudam-nos a lidar com os problemas, tempos difíceis e crises na vida.

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Verificação da realidade

A Humanidade tem passado por bastante. Só precisamos de ler um pouco de História para perceber o grande número de situações difíceis que este planeta já passou. Como humanos podemos sentir-nos tristes pelos erros da Humanidade, no entanto, podemos escolher aprender com esses erros para que não os repitamos.

Como consciências individuais, enfrentámos nas nossas vidas anteriores problemas muito maiores. Experimentámos uma tristeza muito mais profunda do que aquela que temos nos nossos dias e onde vivemos situações onde éramos na realidade impotentes para agir e incapazes de fazer qualquer coisa para ajudar a mudar a situação onde nos encontrávamos.

Hoje, você, leitor deste artigo, tem a liberdade para ler, encontrar informação, falar, andar por aí … Comparado com aquilo que já passámos em vidas anteriores, a situação económica e política que vivemos agora neste país é muito mais fácil de ultrapassar e mais tolerável para nós como indivíduos do que aquelas do passado – embora estejamos ainda a aprender como lidar com esses melhoramentos e com os novos desafios que estamos a enfrentar agora.

O facto é: a maior parte de nós tem a sorte de ter condições para decidir como queremos passar o nosso tempo, dinheiro e energias. Claro que isto traz responsabilidade e dúvidas! Mas vamos lembrar-nos que em regiões menos afortunadas do planeta, existem pessoas que não têm a escolha de se estudarem a si próprias, de tentar melhorar o seu equilíbrio e sabedoria interior, nem têm apoio do governo. Se as pessoas soubessem mais acerca dos casos de muitas pessoas deste planeta, sentir-se-iam envergonhadas por reclamarem e chorarem pelas suas vidas.

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Paz interna versus condição externa

O elemento mais raro e difícil de encontrar e sentir é a tranquilidade interna. Harmonia e “paz de espírito”são tesouros para serem estimados. Uma sensação mais sólida e permanente de serenidade é normalmente experimentada por aqueles que estão certos que estão a alcançar o que se propuseram como parte das suas Programações Existenciais. Normalmente, sentimo-nos mais completos e verdadeiramente “felizes” (preenchidos internamente) quando sabemos que “estamos no papel que deveríamos estar” na vida, isto é, quando nós sabemos que estamos a fazer o que era suposto virmos fazer a esta vida.

Quando estamos na direcção correcta da nossa Programação Existencial, estamos também a melhorar a nossa maturidade e equilíbrio interior de uma maneira tangível. Não há maior sensação de cumprimento do que aquela em que nós fizemos diferença na evolução de alguém. Isto acontece porque completar a nossa programação existencial requer que tenhamos que lidar com as nossas próprias limitações como consciências; assim, somos compelidos a melhorar através de acções concretas, não apenas pela via dos desejos, aparências ou palavras vazias.

Sem na realidade nos tornarmos mais sábios por dentro e alcançar uma maior evolução, apenas alcançamos uma satisfação temporária, o que nos dá algum prazer e relaxamento, mas, analisando mais profundamente, deixa-nos ainda insatisfeitos. Isto é parte da razão porque pessoas de sucesso ainda vivem em profunda infelicidade, criando um castelo de areia para as suas vidas e, muitas vezes, tendo que apelar para dependências, relacionamentos pobres, ou outros mecanismos de fuga.

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Reverter crises em algo positivo

De forma a ter uma perspectiva maior, global da situação, precisamos de examinar a “condição humana”. Alguns instintos humanos naturais e reacções comuns ocorrem em algumas situações, revelando tendências e padrões. Por exemplo, os humanos têm a tendência para estagnar quando as condições são estáveis e previsíveis. Em condições de segurança as pessoas fazem menos, provavelmente como um mecanismo instintivo para “poupar energia”. Por outro lado, situações de crise estimulam a criatividade, inovação e adaptação. A crise também encoraja novas relações e incentiva a ousar em novas experiências e abrir novas fronteiras. Por outras palavras: a crise ajuda a promover a evolução.

Tendo dito isto, vale a pena recordar a todos de nós que a actual crise financeira não é real. É uma condição ilusória, baseada no medo, insegurança, e a sede por grandes ganhos fáceis e rápidos de alguns. Se perguntar a si próprio quem ganha ou ganhou com esta situação, vai ter uma resposta lógica. Todo o negócio envolve riscos e isto é do conhecimento de todas as pessoas de negócios – esse é o objecto do investimento e qualquer empresário pequeno passa por ele. Ainda assim, muitos negócios grandes da sociedade actual não querem passar por crises nem querem perder algum dinheiro por um curto espaço de tempo, enquanto a situação se reequilibra por si própria, embora já tenham tido tanto lucro nas décadas anteriores. Nesta medida, isto é uma crise de ética e não económica.

Temos que pensar linearmente e analisar a situação tal como ela é. Ter esta perspectiva clara da situação, associada ao trabalho bioenergético, vai ajudar-nos a trazer de dentro de nós a força que acumulámos das experiências das nossas vidas anteriores e mantermo-nos equilibrados. Isso é aquilo que nós chamamos de “maturidade consciencial”, um dos mais importantes tópicos dos estudos abrangidos pela IAC.

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Ética e estudos espirituais
Durante tempos difíceis, algumas pessoas tentam explorar a fragilidade de outras. Infelizmente, isto é verdade mesmo na chamada área “espiritual e psíquica”. Vale a pena lembrar que ninguém pode prometer “curar” tudo ou alguma coisa. Também, ninguém pode prometer fazer as pessoas conseguirem ou manterem um “trabalho” (pelo menos não pelas vias éticas). Ninguém pode prometer “felicidade” independente da condição da pessoa. Apenas pode oferecer ferramentas para ajudar nessas situações. Se fosse possível prometer ou garantir tais resultados, o problema do mundo e a condição financeira seriam resolvidos!

Então, como pode a IAC ajudar?

O que a IAC apresenta é uma série de aulas bastante completas, bem desenvolvidas e substanciais nas quais os professores transferem para os alunos um conhecimento ético e coerente direccionado unicamente para ajudá-los a perceber quem realmente são, a evoluir mais rápido e a tornarem-se mais fortes.

Um tópico importante de discussão em todas as aulas da IAC é a Cosmoética, que é uma espécie de ética que se reflecte para além da vida física e é aplicável mesmo quando morremos. Os estudos da IAC são conduzidos de acordo com os princípios mais cosmoéticos possíveis.

Na mesma linha, outro aspecto importante no trabalho da IAC é o de educar as pessoas no domínio das suas próprias energias, conhecimento e capacidades psíquicas. Para conseguir isso, a IAC ensina várias técnicas e explica em detalhes os mecanismos de autocontrolo energético e despertar psíquico. Cada estudante aplica as técnicas de acordo com a sua própria decisão, capacidade e vontade. Todos beneficiam em aprender formas de tomar conta do seu próprio equilíbrio, sem ter que contar com ou tornar-se dependente de um “guru” ou “curador”. Isso é evolução e o objectivo da IAC é o de favorecer a evolução da consciência.

Se pretende aprender e saber mais acerca do lado da vida não físico e multidimensional e acerca de programação existencial, bioenergias e fenómenos psíquicos, por favor tenha a certeza que encontra uma escola de confiança e respeitável. O conhecimento certo cria confiança e pensamento livre enquanto equívocos podem gerar medo e dependência.
Nanci Trivellato


NANCI TRIVELLATO

Graduada em letras, obteve o seu mestrado em Metodologia Científica em Psicologia, em Inglaterra, tendo actuado por 13 anos em posições administrativas em diversas multinacionais.
É pesquisadora e professora em Conscienciologia desde 1992. Há 11 anos actuando fora do Brasil, foi Directora de Relações Públicas por 5 anos nos EUA e actualmente é coordenadora da unidade educacional do Reino Unido e Directora de Pesquisa e Comunicação Científica da IAC.
É fundadora e editora do Journal of Conscientiology, através do qual vem promovendo o contacto com várias instituições de pesquisa, a fim de apresentar a Conscienciologia internacionalmente.
Tendo trabalhado amplamente em prol da divulgação internacional da Conscienciologia, Nanci elaborou e vem conduzindo uma série de pesquisas na área da projecção consciente, parapercepções e comunicação paracérebro-cérebro; e desenvolvimento bioenergético pessoal. Resultados preliminares destas pesquisas foram apresentados no I FIC / II CIPRO, em Barcelona, Espanha, em 1999; o III CIPRO, em Nova York em 2002; e na Jornada de Parapercepciologia, em Foz do Iguaçu em 2005. Foi conferencista e apresentou o resultado das suas pesquisas, realizadas juntamente com Alegretti, também em diversos eventos e congressos ao redor do mundo.
Fluente em inglês e espanhol, Nanci ministrou aulas (ao redor do mundo) em 13 países diferentes, tendo tido exposição nos media na África do Sul, Alemanha, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Chipre, Croácia, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Holanda, México, Portugal, Reino Unido, Suécia e Suíça.

Contactos
Academia Internacional da Consciência (IAC-International Academy of Consciousness)

www.iacworld.org

lisbon@iacworld.org

Coordenação de Conteúdos:
Heloisa Miranda
email: sapozen@sapo.pt
Veja o programa SAPO Zen: zen.sapo.pt

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