Sigmund Freud abordou pela primeira vez o modo como as forças do inconsciente influenciam o pensamento e o modo de agir do indivíduo. Desenvolveu os métodos da associação livre e da interpretação dos sonhos, técnicas básicas da sua teoria da personalidade. Formulou os conceitos de id, ego e superego.

Entre os livros que escreveu encontram-se obras como A Interpretação dos Sonhos (1900), Psicopatologia da Vida Quotidiana (1904), Textos Essenciais da Psicanálise I, II e III (1909) e Totem e Tabu (1913).

Sigmund Freud nasceu em 1856 em Freiburg, Morávia (hoje Príbor, na República Checa). Estudou medicina em Viena e foi membro da equipa de investigação que descobriu os efeitos da cocaína como anestésico local. Em 1884 conheceu o médico vienense Josef Breuer, que o apoiou nos seus estudos de psicologia e no desenvolvimento da teoria da psicanálise. Com Breuer aprendeu o termo «cura pela fala» e o uso da hipnose na cura da histeria. De 1885 a 1886, sob a orientação do psicólogo francês Jean Charcot, prosseguiu os seus estudos sobre hipnose em Paris. Foi Charcot quem lhe chamou pela primeira vez a atenção para o facto de os problemas dos pacientes (particularmente das mulheres) serem provocados por questões do foro sexual.

Por volta da década de 90 do século XIX, Freud estava convicto de que a problemática neurótica tinha a ver com um desenvolvimento sexual inadequado; e, em 1895, juntamente com Breuer, editou Studies of Hysteria, uma obra que muitos autores identificam como o início formal da psicanálise.

Em 1897, inicia a sua auto-análise e diagnostica as suas próprias dificuldades neuróticas, como a ansiedade neurótica, cuja causa era uma acumulação da tensão sexual.

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As teorias e artigos que publicou baseavam-se no estudo de casos dos seus próprios pacientes, que eram sobretudo da classe média-superior e mulheres de meia idade.

Por volta de 1895, Freud deixou de parte a hipnose para se dedicar à técnica da associação livre, que levou à interpretação dos sonhos. Freud estabeleceu uma comparação entre o simbolismo dos sonhos e da mitologia com a religião, afirmando que a religião era infantil (Deus como a imagem do pai) e neurótica (projecção de desejos reprimidos).

No início do século XX, Freud já se fazia rodear por um largo grupo de psicanalistas, tendo alguns deles formado posteriormente as suas próprias teorias e escolas. Foi o caso de Alfred Adler (em 1911) e de Carl Jung (em 1913).

Foi Freud quem abordou, pela primeira vez, o modo como as forças do inconsciente influenciam o pensamento e o modo de agir das pessoas. A teoria da repressão da sexualidade infantil como causa das neuroses dos adultos (tal como no complexo de Édipo) gerou grande controvérsia e, mais tarde, realçou o significado dos impulsos agressivos. Tudo isto criou um movimento social e intelectual ambivalente, na medida em que nunca se tinha teorizado a sexualidade infantil como impulsionador do desenvolvimento dos seres humanos. As sua teorias, ao longo do tempo, fizeram mudar o modo como as pessoas encaravam a natureza humana e trouxeram uma maior abertura aos assuntos do foro sexual.

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Compreende-se agora que o comportamento anti-social resulte, em muitos casos, de forças inconscientes, tendo estes novos conceitos levado a uma maior expressão da condição humana na arte e na literatura. Naturalmente, as teorias de Freud causaram discórdia entre psicólogos e psiquiatras, e os seus métodos de psicanálise não podem ser aplicados a todos os casos.

A seguir à ocupação da Áustria pelos nazis em 1938, Freud partiu para Londres, onde acabou por falecer em 1939.

Fonte: Biblioteca Universal.

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