A Ipsos realizou um estudo em oito países europeus (Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Rússia, Espanha, Suíça e Portugal), junto de 3.221 donos de animais de estimação, que trabalham a tempo inteiro, no sentido de perceber até que ponto esta população de pet owners valoriza o facto de poder levar o animal de estimação para o local de trabalho.

Entre a população que estaria interessada em levar o seu animal de estimação para o trabalho, Portugal coloca-se no quinto lugar do ranking (67%), com os suíços no topo da tabela (84%), seguidos de Itália (76%), Espanha (74%) e Alemanha (70%).

De acordo com este estudo europeu, 64% dos donos de animais de estimação nestes oito países consideram-no como um membro da família, sendo que 68% dos inquiridos se pudessem optar levariam-no para o trabalho, sendo que, atualmente, apenas um em cada dez o faz ou pode fazer.

No entanto, apenas a 7% da população portuguesa é permitido levar o seu cão para o local de trabalho. Atualmente, existem apenas três empresas no nosso país onde isso é possível, a Time Out (revista), a Com On e a Nestlé Portugal (promotora do estudo). 

João Castanheira, responsável pela promoção do estudo desenvolvido pela Ipsos em Portugal, aponta as principais conclusões deste estudo: “67% dos portugueses que têm cão se tivessem oportunidade levá-lo-iam para o trabalho, o que é um número que fala por si. Adicionalmente, quase metade dos entrevistados considera que ter cães no escritório reduz os níveis de stress (45%), contribui para uma atmosfera mais relaxada (46%) e contribui para um melhor equilíbrio vida pessoal-trabalho (41%)”.

João Castanheira, responsável pela promoção do Estudo desenvolvido pela Ipsos em Portugal
João Castanheira, responsável pela promoção do estudo desenvolvido pela Ipsos em Portugal. créditos: João Castanheira

Ana Silva não poderia estar mais de acordo. Leva o seu cão Artur há mais de três anos para o local de trabalho, praticamente todos os dias e reconhece as vantagens: “Menos stress, estou muito mais tranquila por saber que ele está bem. Conhecer novos colegas. Com o Artur, conheço muito mais colegas e a relação é mais fácil. Para o Artur também é ótimo porque conheceu novas pessoas e novos cães. Tem um dia mais feliz e ativo”.

Além disso, Ana reconhece ainda que o seu melhor amigo é um “desbloqueador de conversas”. “Desde que trago o Artur para o escritório, falo com muito mais colegas de diferentes áreas e departamentos. Mesmo em reuniões, quando ele vai comigo, o facto de ele chegar provoca logo sorrisos e relaxa o ambiente”, afirma.

Os seus colegas de trabalho reagiram muito bem ao facto de terem por perto este novo elemento nos corredores do escritório. “O Artur é um cão simpático, que adora pessoas. Farta-se de receber festas e mimos. Alguns colegas vêm ter connosco de propósito para lhe dar um abraço”, explica Ana.

E o Artur também agradece poder ser parte desta rotina da dona. “O Artur porta-se muito bem. Fica tranquilo e dorme boas sonecas. Ele adora vir para o trabalho e receber festinhas dos meus colegas”.

Ana Silva, eBusiness Manager da Nestlé Purina Portugal,
Ana Silva com o Artur. créditos: Ana Silva

Segundo o estudo da Ipsos, 39% dos inquiridos gostaria de levar pelo menos uma a duas vezes o seu animal de estimação para o local de trabalho.

João Castanheira considera que há algumas iniciativas que podem ajudar as empresas a receberem os animais de estimação no local de trabalho, como, por exemplo, "a "Pets at Work Alliance", uma parceria sem fins lucrativos, lançada em março passado pela Nestlé Purina, que tem exatamente como objetivo impulsionar este hábito e unir as empresas em torno da causa dog-friendly". Esta iniciativa tem como objetivo sensibilizar as pessoas, assim como as empresas, para os benefícios associados de levar o animal de estimação para o local de trabalho e demonstrar como é simples e possível implementar em qualquer empresa. 

De acordo com o estudo, Suíça e a Alemanha são dois dos países que se encontram mais à frente neste campo. "O caminho passa por sensibilizar as pessoas e as empresas para os benefícios e, por exemplo, levá-las a experimentar e desenvolvendo pet days ou pet weeks", conclui João Castanheira.

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