No sábado deixei-me convencer a passar o dia na praia. Com direito a sombrinhas, lancheiras a abarrotar de comida, raquetes e pranchas de bodyboard. Felizmente só lá consegui chegar à uma da tarde mas, mesmo assim, fiquei abalada.

Nesse dia intenso e repleto de brincadeira, sal e sol, descobri algo que já andava a suspeitar: tenho um vício incontrolável! Alguém que me informe, por favor, se conhece algum grupo de apanhadores de conquilhas anónimos! É que nem quero saber se as vou comer ou não. O simples facto de andar a dar à perna à beira mar e caçar as bandidas que, esquivas, se esgueiram ondas fora, é algo inexplicável. Quanto mais apanho, mais viciada fico…

Mas as descobertas do dia não se ficaram por aí. Andava um dos meus filhos, com os amigos, a apanhar umas ondas, quando decidi juntar-me a eles.

- Não liguem muito à minha mãe – Avisou-os logo. – Ela é meia marada. –

O certo é que a minha prancha deslizava mais que as deles. Dei-lhes um “bailinho” tão jeitoso que acabaram por desistir, não sei se envergonhados pela derrota, se pelo facto da “cota” se estar a divertir como louca.

Mas a história tem moral. É que, disse-me o Tomás, as ondas têm que ser apanhadas no momento certo! E claro ( confessem lá que já sabem ), pensei logo que com a vida é a mesma coisa: se apanhamos a onda na hora certa, chegamos muito mais longe.

  
Ana Amorim Dias

 

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