O estigma que assombrava os procedimentos estéticos há muito que desapareceu. Hoje em dia é cada vez mais natural falarmos da revitalização do rosto e da pele. Os resultados são excelentes quando a experiência de um profissional qualificado se associa aos melhores materiais e ao bom senso.

Quando falamos em cirurgias, são outros os receios das pacientes: o período pós-operatório é o que mais assusta e as cicatrizes são um dos principais receios. Serão estes receios infundados? Será o pós-operatório assim tão complicado, com cicatrizes tão feias que nos levem a por tudo em causa?

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Os primeiros três a cinco dias

Os primeiros três a cinco dias de um pós-operatório são sempre difíceis. Dependendo do tipo de cirurgia, pode ser mais ou menos custoso, mas a dor é passível de controlo com terapêutica.

Certas cirurgias – rinoplastia, lift cervico facial, cirurgia genital -  não estão, normalmente, associadas a dor significativa no pós-cirúrgico e requerem uma analgesia de conforto bastante leve. O inchaço e a vermelhidão das cicatrizes ainda muito jovens vai desvanecendo durante a as primeiras duas a três semanas, dependendo do tipo de cirurgia e da sua localização.

A fase mais crítica são mesmo os primeiros três a cinco dias. Esses são os dias mais difíceis, contudo, são também rapidamente esquecidos quando atingido o resultado final.

A pergunta impõe-se: que cuidados deveremos ter para encurtar ou aliviar este período?

São vários os pequenos truques eficazes, mas simples, que fazem parte de um pós-operatório bem conduzido.

  • Use compressas frias / bolsas de frio instantâneo/ pacotes de ervilhas congelado (permite uma excelente moldagem ao local) - qualquer uma destas opções, aplicada nas devidas condições de segurança, vai permitir uma diminuição da inflamação local, diminuição do edema e da dor;
  • Elevar a área afetada pensando em exemplos concretos - uma cirurgia à mão como o tratamento do síndrome do canal cárpico, tão frequente em mulheres, ou uma lipoescultura dos membros inferiores, são intervenções que têm um curso pós operatório mais fácil se o(s) membro(s) afetados estiverem, na maior parte do tempo, elevado, numa posição que facilite a drenagem linfática e venosa;
  • Beber bastante água – a desidratação não é incomum depois de uma grande cirurgia. A água é um veículo essencial ao transporte de nutrientes e oxigénio no sangue. Para que a cicatrização ocorra é essencial que estes elementos fundamentais alcancem a região afetada. Não obstante, a água é extremamente importante para o rejuvenescimento da pele e eliminação das toxinas;
  • Arnica – estes suplementos homeopáticos, disponíveis em cremes, gel ou em cápsulas são eficazes na redução do tempo de recuperação, sobretudo quando temos de lidar com hematomas.

As cicatrizes: como prevenir marcas?

A abordagem às cicatrizes requer menção especial. Todos sabemos que o tipo de cicatriz que vamos obter num determinado procedimento pode variar significativamente de paciente para paciente.

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As pacientes com história de cicatrização anómala (cicatrizes hipertróficas e queloides) devem tratar as cicatrizes de forma mais agressiva desde o início. As partes do corpo mais propensas à cicatrização exuberante são o tórax, os ombros, as costas, joelhos e a linha mandibular. Essas regiões anatómicas merecem a nossa maior atenção. 

Nos cuidados de uma cicatriz não podem faltar os cremes ou géis de silicone. Estes produtos tendem a suavizar a cicatriz e diminuir a sua tonalidade mais arroxeada, mais escura. Em alternativa ao gel ou creme, existem as bandas de silicone que podem ser aplicadas diretamente sobre a cicatriz, desde que totalmente epitelizada. O silicone interfere a nível molecular com a cicatriz, forçando a uma melhor organização das fibras de colagénio e reduzindo a tendência à hipertrofia. 

Em associação ao silicone, a compressão com vestuário próprio (cintas, sutiãs) é outro aspeto importante, bem como a boa hidratação cutânea e os rigorosos cuidados de higiene. 

Por fim, nunca é demais relembrar que a dieta saudável, com proteínas, vitaminas e oligoelementos, reforço hídrico e abstinência tabágica são peças chave para uma melhor recuperação.

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