Neste momento já muitos portugueses voltaram de férias, mas outros tantos estão de viagem para fora do país. Seja qual for o caso, falamos-lhe da importância da consulta da Medicina do Viajante que o ajudará a preparar uma futura viagem e do que deve levar na bagagem para que usufrua das suas férias de sonho sem quaisquer riscos. Um conselho amigo do Jornal do Centro de Saúde.

Agosto é o mês mais concorrido do Verão. O trabalho ficou para trás, as férias estão ao rubro e os planos de lazer com família ou amigos chegaram finalmente. Muitos são os que fazem férias em Portugal mas outros optam por viajar para destinos longínquos, paradisíacos e com os quais andaram a sonhar todo o ano. Para que o paraíso não seja apenas uma miragem, há que saber defender-se de eventuais problemas que possam surgir.

Se vai viajar, independentemente do destino, deverá levar na bagagem a chamada farmácia de viagem. “O que não pode mesmo faltar são os medicamentos que o viajante toma, habitualmente, para as suas doenças actuais”, explica o Professor Jorge Atouguia, infecciologista do Instituto de Medicina Tropical. Também não deve esquecer-se dos medicamentos prescritos pelo médico de Medicina do Viajante e que possa eventualmente utilizar, “tendo em conta problemas de saúde sazonais ou esporádicos: antipiréticos, analgésicos, anti-histamínicos, entre outros”, acrescenta.

A consulta do viajante está disponível em vários hospitais do país, em clínicas disponibilizadas e é aconselhada “para todos aqueles que se deslocam para regiões tropicais”. 

Programação antecipada

Ainda que estas medidas sejam importantes, alguns jovens não se encontram tão sensibilizados para a importância de organizarem uma farmácia de viagem, sobretudo porque não tomam medicação habitualmente. “No entanto, é necessária uma maior sensibilização para a necessidade da toma de algumas vacinas antes de viajarem e de medicamentos profilácticos”, salienta Jorge Atouguia.

Mais importante do que ter uma farmácia com muitos medicamentos, “é fundamental ter uma farmácia com medicamentos que sabemos utilizar. Se o viajante não sabe para que servem os fármacos que lhe foram receitados, pode criar sérios problemas se ficar doente e confundir as indicações dos medicamentos da sua farmácia”, diz-nos o especialista.

A farmácia do viajante dever conter os medicamentos essenciais, de preferência, poucos mas com amplas indicações amplas.

Pense sempre em programar atempada e pormenorizadamente a sua viagem. Para isso, é essencial organizar “roupas e equipamentos devidamente escolhidos, e em caso de viagens de aventura, trekkings, cuidadosamente testados”. Deve calcular sempre os riscos que, nas viagens, dependem de inúmeros factores, como por exemplo, o(s) destino(s), as actividades a desenvolver, o tempo de estadia, a altitude, a altura do ano, as relações sexuais, a alimentação, entre outros. “Todos estes factores podem e devem ser avaliados numa consulta de Medicina do Viajante”.

Proteja-se contra as picadas de insectos

São várias as doenças dermatológicas relacionadas com a picada. São elas: reacções inflamatórias e/ou alérgicas, inoculação de agentes infecciosos com doença local e as doenças sistémicas relacionadas com a inoculação de agentes infecciosos localmente, mas com disseminação e proliferação sistémicas. As principais são: por protozoários (malária, leishmaniose, tripanossomoses); por helmintas: (filarioses); por bactérias (borrelioses, rickettsioses); por vírus: arboviroses (as mais importantes são o dengue e a febre amarela).

Quanto mais quente e húmido for o local de destino, mais riscos existem de picadas de insectos. “Nas épocas de chuvas, existem sempre mais insectos. É possível impedir as picadas através da utilização de roupas frescas, claras e largas que cubram ao máximo as várias áreas da pele e do uso de repelentes”, saliente Jorge Atouguia.

Texto: Cláudia Pinto

A responsabilidade editorial e científica desta informação é do jornal

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