A diabetes é uma doença de proporções mundiais que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e Portugal não é, infelizmente, exceção. Já é comumente conhecido o facto de a doença ser progressiva se não for tratada ou controlada e poder desenvolver diversos tipos de lesões, sendo a Medicina Hiperbárica uma alternativa de tratamento possível.

Como a diabetes pode levar à alteração da circulação e da sensibilidade das pessoas portadoras, o sangue, responsável por levar oxigénio para os tecidos, chega em menor quantidade e com menos nutrientes aos mesmos. Essa situação faz com que ocorra uma circulação sanguínea de menor qualidade tornando a cicatrização mais lenta e ineficaz.

O “Pé Diabético”, que consiste em úlceras nos membros inferiores decorrentes de microlesões que evoluem para feridas maiores e infetadas, podem tomar tal dimensão que chegam a originar amputações se a intervenção médica e de tratamento não forem imediatas.

O tratamento das úlceras diabéticas exige uma abordagem multi-funcional e multi-profissional: com o controlo da glicemia (taxa de glicose no sangue), curativos apropriados, diminuição da carga sobre o local afetado, antibióticos, revascularizações, desbridamentos (limpeza) cirúrgicos e, ainda como último recurso antes da amputação, a Oxigenoterapia Hiperbárica.

A Oxigenoterapia Hiperbárica é uma terapêutica capaz de acelerar a cicatrização e combater infeções muitas vezes apresentadas no quadro de Pé Diabético. A Oxigenoterapia Hiperbárica age como um tratamento complementar, fornecendo um alto teor de oxigénio aos tecidos, potenciando a formação de novos vasos, potenciando o efeito de antibióticos, reduzindo edemas (inchaço), etc.

Sou de opinião de que se deva agir precocemente. Infelizmente, esta terapia em Portugal é muitas vezes usada apenas como último recurso e em momentos em que a úlcera já se encontra muito avançada. Nestas situações são necessárias muitas sessões o que tornam o tratamento mais oneroso, quer em termos financeiros quer em termos de tempo, eficácia e qualidade de vida dos envolvidos.

Creio que, como em todos os actos médicos, e este não é exceção, se deve agir tão rápido quanto possível, e sabendo que a Oxigenoterapia Hiperbárica pode ser uma solução para evitar ou diminuir o número de cirurgias e reduzir o tempo de recuperação deveria ser usada como tratamento complementar logo no inicio da ocorrência da lesão e não, apenas quando já se encontra em estado muito avançado.

O Centro Hiperbárico de Cascais é, à data, o primeiro e o único centro privado com câmaras monolugares exclusivamente direcionado para a Medicina Hiperbárica e com registo na Associação Europeia.

Temos uma equipa altamente especializada, com competência em Medicina Hiperbárica dada pela Ordem dos Médicos e ampla experiência nas mais variadas aplicações deste tipo de tratamento.

Aproveito ainda para deixar nota da seguinte informação que nos deve fazer a todos refletir e em particular aos que sofrem da doença:

“A Federação Internacional de Diabetes (FID) calcula que a cada 20 segundos uma amputação aconteça no mundo por motivo de Pé Diabético. Existem estudos que indicam que mais de 80% dessas amputações começaram com úlceras, e que poderiam ter sido tratadas com a Oxigenoterapia Hiperbárica.“

Texto: Maria Luís Gameiro, Direção Centro Hiperbárico Cascais

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