Até ao final da semana as temperaturas mínimas vão continuar muito baixas, com noites muito frias, mas os dias serão amenos, com máximas que podem chegar aos 18 graus Celsius, explicou a especialista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

“Do ponto de vista da nebulosidade praticamente não vai haver nuvens durante toda a semana. Vamos ter céu pouco nublado ou limpo, formação e geada em todo o território, com maior incidência nas regiões do interior, neblina ou nevoeiro, mas em áreas pouco extensas”, disse.

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De acordo com Ângela Lourenço, as temperaturas mínimas vão estar com valores abaixo de zero e mesmo perto do litoral vão estar perto dos zero graus ou 01 grau. “Nas regiões do interior, as temperaturas mínimas podem atingir -05 ou -04. No que diz respeito às máximas, os valores vão estar relativamente elevados e a rondar os 16/17 graus”, disse.

Alerta amarelo

Os locais mais frios durante o dia, segundo a meteorologista, são aqueles em que o nevoeiro pode levar mais tempo a dissipar, estando previstas máximas de 09 graus.

Por causa da persistência de temperaturas mínimas baixas, o IPMA colocou 14 distritos de Portugal continental (Braga, Porto, Aveiro, Vila Real, Bragança, Guarda, Leiria, Lisboa, Santarém, Portalegre, Évora, Setúbal, Beja e Faro) em alerta amarelo até às 10:00 de quarta-feira.

“Estas mínimas são normais para a altura do ano e nem são excecionalmente baixas. (...). Estamos a falar de janeiro, do inverno. Tem a ver com a posição de um anticiclone a norte do Península Ibérica que não tem permitido as superfícies frontais, que trazem a chuva”, indicou. Segundo Ângela Lourenço, o frio vai continuar a afetar o continente nos próximos dias, prevendo-se ainda para o final da semana uma descida da temperatura máxima.

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Recomendações da DGS

A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda a adoção das seguintes medidas nos dias de maior frio:

- Mantenha o corpo quente: use luvas, cachecol, gorro/chapéu, calçado e roupa quente, utilizando várias camadas de roupa;

- Hidrate-se: ingira líquidos e sopas quentes.

- No exterior, tenha cuidado com as condições do piso;

- Use sapatos confortáveis;

- Evite as quedas;

- Mantenha-se em contacto e atento aos outros, ajude-os a protegerem-se.

Especial atenção às fontes de calor

A DGS recorda ainda que "se utilizar lareiras, braseiras, salamandras ou equipamentos de aquecimento a gás mantenha a correta ventilação das divisões de forma a evitar a acumulação de gases nocivos à saúde, evitando os acidentes por monóxido de carbono que podem causar intoxicação ou morte".

"Não utilize fogão a gás, forno ou fogareiro a carvão para aquecer a casa" e "evite dormir muito perto da fonte de calor", recomenda ainda a DGS.

"Apague ou desligue os sistemas de aquecimento antes de se deitar ou sair de casa, de forma a evitar fogos ou intoxicações", frisa. Outras recomendações em relação às fontes de calor:

- Verificar a manutenção dos equipamentos utilizados para aquecimento antes de os utilizar;

- Se utilizar lareiras, braseiras, salamandras ou equipamentos a gás mantenha a correta ventilação das divisões de forma a evitar a acumulação de gases nocivos à saúde;

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- Não utilizar equipamentos de aquecimento de exterior (esplanadas) em espaços interiores;

- Antes de se deitar ou sair de casa certifique-se de que apagou ou desligou os equipamentos de aquecimento, de forma a evitar fogos ou intoxicações; -

Tenha especial atenção com os idosos e crianças para evitar queimaduras.

Cuidados especiais com a alimentação

O organismo recomenda fazer refeições mais frequentes encurtando as horas entre cada uma.

Para a DGS, deve dar-se preferência a sopas e a bebidas quentes, como leite ou chá e aumentar o consumo de alimentos ricos em vitaminas, sais minerais e antioxidantes (por exemplo, frutos e hortícolas), pois contribuem para minimizar o aparecimento de infeções.

A DGS recomenda ainda uma alimentação variada e saudável, evitando alimentos fritos, com muita gordura ou açucarados, e reduzir na ingestão de bebidas alcoólicas que provocam vasodilatação com perda de calor e arrefecimento do corpo.

Lembre-se sempre

As pessoas mais vulneráveis ao frio são as criança, idosos, doentes crónicos, principalmente com problemas respiratórios e cardiovasculares, os sem-abrigo e pessoas cuja habitação tenha mau isolamento térmico.

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