O psicólogo clínico Jorge Gravanita alertou hoje para a falta de uma rede de apoio psicológico e psicoterapêutico no Serviço Nacional de Saúde (SNS), numa altura em que "a situação é preocupante" em termos de saúde mental.

O especialista, membro da direção da Sociedade Portuguesa de Psicologia Clínica, apontou à agência Lusa que há uma "correlação entre a crise social e o agravamento do estado psíquico das populações", nomeadamente da depressão, que devia começar por ser despistada no centros de saúde por "psicólogos de família", numa analogia aos médicos de família.

De acordo com o responsável, em Portugal existe uma "grande falta de serviços de apoio ao nível da saúde mental".

O tratamento da depressão, exemplificou, "é basicamente químico", com medicamentos anti-depressivos, cujo consumo, precisou, tem aumentado.

Por outro lado, realçou, a psicoterapia "não consta como serviço diferenciado no Plano de Saúde Mental" e o número de psiquiatras e psicólogos no SNS "é diminuto".

Gravanita adiantou que "alguns serviços" que funcionavam em centros de saúde, a título experiência-piloto, "estão a ser desativados".

17 de fevereiro de 2012

@Lusa

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