“Os rastreios visuais são testes de avaliação da acuidade visual, que nãosubstituem as consultas da especialidade, mas complementam-nas”, afirma o presidente da Associação Nacional dos Óticos (ANO) e Óptico-Optometrista, Rui Correia.

Inseridos na prática de responsabilidade social da ANO “e de muitas empresas de ótica associadas em todo o país”, acrescenta Rui Correia, os rastreios visuais assumem uma importância maior quando a realidade socioeconómica atual impossibilita o acesso de muitos portugueses a uma consulta da especialidade.

“Enquanto prestação de cuidados primários de saúde visual e de responsabilidade social, os rastreios ajudam a fazer a triagem dos casos, sendo que, quando um paciente apresenta uma patologia é imediatamente encaminhado para uma consulta de Oftalmologia”, assegura o presidente da ANO.

“Aliás, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não tem conseguido responder às necessidades mínimas na área dos cuidados visuais, pelo que este tipo de ação por parte dos Ópticos-Optometristas são uma resposta válida à falta de resposta por parte do SNS”, sublinha Rui Correia.

“A ANO é contactada todos os anos por diversas entidades oficiais – Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, Escolas Públicas – para rastrear as populações correspondentes e temos sempre cumprido a nossa obrigação social e profissional, com sucesso”, adiante Rui Correia. Nos últimos dois anos, a ANO já rastreou mais de três mil pessoas, detetando diversas anomalias refrativas. “Mais de metade da população rastreada nestas iniciativas apresentam má acuidade visual”, avança o representante da ANO. “São números que reforçam a importância destas ações”, diz.

As recentes acusações da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia em relação aos rastreios efetuados por empresas Ótica em escolas são rejeitadas pelo presidente da ANO. “Os rastreios realizados por empresas de Óticas Associadas da ANO nas escolas – ou em qualquer instituição - têm a garantia de isenção e rigor na realização dosrastreios, pois todos os Técnicos de Ótica Ocular e Optometristas colaboradores de Óticas Associadas têm competências técnico-profissionais para avaliar a acuidade visual de um utente”, afirma.

Acrescenta ainda Rui Correia que “nos rastreios efetuados por empresas Associadas da ANO, não é aconselhada a aquisição de óculos”. No final de cada teste de despistagem visual, o Técnico aconselha apenas um de três cenários: um novo rastreio dentro de um ano – caso o rastreado não apresente qualquer dificuldade visual; uma consulta de Optometria – caso o rastreado apresente uma suspeita de necessidade de compensação ótica (défice de acuidade visual); uma consulta de Oftalmologia – se a suspeita for de caráter patológico.

10 de abril de 2012

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