“Esta opção não é estratégica para o Centro Hospitalar nem definitiva. Nesta especialidade não temos número de pessoas suficientes para aguentar a urgência”, afirmou a presidente da administração do CHLC, que integra o São José, onde vários chefes de equipa se demitiram por falta de condições na urgência.

Em entrevista à agência Lusa, Ana Escoval afirma que esta não é a situação ideal para a administração e garante que assim que tiver condições vai reverter a decisão.

Isto não são decisões de gestão levianas nem leves. Só avançamos para essas situações porque não temos alternativas

No mês passado, o hospital de São José deixou de ter radiologista no local no período entre as 00:00 e as 08:00, sendo os exames necessários feitos com recurso a uma empresa, por telerradiologia, como acontece já em outros hospitais.

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“Isto não são decisões de gestão levianas nem leves. Só avançamos para essas situações porque não temos alternativas. A partir do momento que consiga o mínimo de possibilidade de reverter a situação, reverto-a de imediato”, declarou Ana Escoval à agência Lusa.

A presidente da administração do CHLC adiantou ter tentado encontrar outra solução junto dos profissionais, mas indicou que tem muitos especialistas a trabalhar em tempo parcial ou que já não realizam urgência devido à idade - a partir dos 50 anos podem pedir dispensa.

Ana Escoval adiantou ainda que durante a madrugada “há muito menos” casos que necessitam de radiologia, que as imagens feitas pela empresa à distância ficam logo disponíveis para os profissionais e que o relatório médico chega de forma célere.

Além disso, garante que a responsável da radiologia tem estado a fazer um controlo de qualidade dos relatórios feitos pela empresa de telerradiologia contratada, acrescentando que não foi encontrado nenhum erro.

A falta de radiologistas em presença física no período de madrugada foi criticada na carta entregue pelos chefes de equipa do São José que apresentaram a demissão: “Considerando a importância da imagiologia nos cuidados prestados a situações complexas e como forma diagnóstica e por vezes terapêutica, é impensável a utilização de cuidados imagiológicos por telemedicina num hospital de última linha, como este”.

A presidente da Administração negou ainda que haja internos a realizar urgência sozinhos, sem especialistas, no hospital de São José, situação também referido na carta dos chefes de equipa demissionários.

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