A lista dos "Dirty 30" (em português, "os 30 mais poluentes"), com os 30 modelos de veículos a gasóleo que ultrapassam os valores de emissão de óxidos de azoto permitidos pela correspondente norma europeia, foi divulgada pela Federação Europeia dos Transportes e Ambiente, que a Quercus integra.

Nove carros das marcas Jaguar, Range Rover, Nissan, Toyota e Honda fabricados no Reino Unido foram aprovados pela autoridade competente neste país, tal como aconteceu com sete modelos da Mercedes, Volkswagen, Opel e Skoda, na Alemanha.

Outros sete da Peugeot, Citroën e Dacia, foram aprovados em França e um Fiat na Itália.

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Os veículos identificados "utilizam ainda estratégias que diminuem ou desligam os sistemas de controlo de poluição em circunstâncias fora das regulamentadas na União Europeia como, por exemplo, a realização de testes a temperaturas notavelmente inferiores, com o motor quente e em percursos de mais de 20 minutos", descreve a Quercus, em comunicado.

"Apesar de todas estas evidências, estes modelos mais poluentes foram homologados para venda em toda a Europa pelas autoridades nacionais dos países de origem das respetivas marcas", salienta a associação de defesa do ambiente.

A Quercus destaca que, à exceção de um modelo - o Renault Kadjar - os restantes elementos da lista "Dirty 30" estão a ser comercializados também no mercado português.

Segundo os ambientalistas, as autoridades de homologação responsáveis recusaram-se a tomar qualquer ação para responsabilizar os fabricantes em causa, "apontando as culpas a Bruxelas por definições legais vagas".

Para associações de defesa de ambiente europeias, os fabricantes de automóveis "estão a optar por 'jogar em casa' com um árbitro tendencioso, que garante o seu acesso ao mercado, ainda que os seus modelos continuem a emitir poluentes com impactes na qualidade do ar e na saúde humana", principalmente nas cidades.

Vários países europeus "continuam a proteger a sua indústria automóvel", mas para as associações ambientalistas os seus ministros dos Transportes "devem investigar estas conivências em maior detalhe de modo a desvendar todos os tipos de estratégias de manipulação de emissões".

Sem a atuação de um regulador independente à escala europeia, "as atuais regras relativas aos dispositivos de manipulação de emissões precisam de ser reforçadas com urgência e revisto o procedimento de homologação", defendem.

A entidade competente para a homologação de veículos em Portugal é o Instituto da Mobilidade e Transportes, e como o país não tem empresas nacionais de indústria automóvel, não foi abrangido por este estudo.

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