O PS anunciou, na terça-feira, que vai pedir explicações do ministro da Saúde sobre os motivos do encerramento “precipitado” da urgência do Hospital Curry Cabral, que levou a “uma afluência muito grande de doentes” ao Hospital de Santa Maria.

Vários deputados socialistas que integram a comissão parlamentar de Saúde reuniram-se ontem com a administração do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e visitaram a urgência e o serviço de internamento da unidade.

Após a visita, em declarações telefónicas à Agência Lusa, o coordenador dos socialistas na comissão, António Serrano, considerou “um erro grave de planeamento” o fecho antecipado da urgência do Curry Cabral, antes da abertura da urgência do Hospital de Loures, prevista apenas para 27 de fevereiro.

O Ministério da Saúde justificou anteriormente o encerramento, a 27 de dezembro, da urgência geral e da urgência psiquiátrica do Hospital Curry Cabral com a “reestruturação da rede de urgências da Área Metropolitana de Lisboa e a abertura do Hospital de Loures”.

Na altura, a tutela indicou que os doentes seriam referenciados para a urgência do Hospital de São José, em Lisboa, com a equipa médica a ser reforçada com profissionais do Curry Cabral.

“Os profissionais de saúde [do Hospital de Santa Maria] estão a fazer um trabalho extraordinário, estão a aguentar o impacto de uma decisão de planeamento que não foi corretamente implementada", sustentou António Serrano, acrescentando que a “afluência muito grande de doentes” à unidade obriga a que pessoas aguardem nos corredores vaga no internamento, “onde as camas estão sempre ocupadas”.

Serrano referiu, a este propósito, que os deputados socialistas vão pedir, a 01 de fevereiro, esclarecimentos sobre os fundamentos de “uma decisão precipitada” ao ministro da tutela, Paulo Macedo, na audiência na Comissão parlamentar de Saúde.

O deputado salientou que o Hospital de Loures, que abriu parcialmente ao público na semana passada, só serve metade da população do concelho, “pressionando mais uma vez” as unidades de Lisboa.

“Há um erro grave de planeamento, é preciso organizar devidamente os cuidados [de saúde]. Quando se encerra [um serviço hospitalar], tem que ser criada uma alternativa. Como isso não foi feito, [a situação] está a ser gerida em ‘cima do joelho’”, apontou.

25 de janeiro de 2012

@Lusa

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