O projeto-piloto do Norte começou por ser desenvolvido em quatro agrupamentos de centros de saúde, dois centros hospitalares (Porto e São João). Durante o ano de 2017 foi alargado a 12 agrupamentos de centros de saúde e seis hospitais. Até à data foi proporcionado rastreio a mais de 20 mil crianças.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, assim como o presidente da comissão para a elaboração da estratégia nacional para a saúde da visão, António Augusto Magalhães, e os administradores regionais de saúde do país marcam presença no ato. "A miopia é provavelmente o tema em que mais investi, ao longo da minha carreira", disse, na altura, António Augusto Magalhães.

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De acordo com o também oftalmologista do Centro Hospitalar de São João, a miopia "instala-se de forma silenciosa, evolui e agrava-se no tempo", não havendo "recursos humanos, em nenhuma sociedade, disponíveis para rastrear 100 mil crianças por ano".

Isso, disse, "não seria exequível nem sustentável financeiramente". "O método que alterámos torna o rasteiro simples e barato, apesar da sua enorme taxa de exequibilidade. Pela nossa experiência, as crianças colaboram excelentemente em mais de 90% dos casos. A tecnologia veio resolver algumas lacunas anteriormente identificadas, para que a miopia possa observar os critérios de ilegibilidade enquanto doença/objeto de rastreio de base populacional", explicou.

Para a diretora-geral da Saúde, este projeto, cuja primeira fase do piloto tinha como população alvo crianças registadas em quatro Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) do norte, "parece virtuoso e terá um impacto muito grande na felicidade na felicidade das crianças".

"[O rastreio] deve ser muito comunicado para que as pessoas tenham a noção que têm uma nova vacina que é a vacina contra a miopia. Iremos desenvolver esta componente no futuro", classificou a responsável.

Já o secretário de Estado explanou que o alargamento a nível nacional deste projeto "é uma medida inovadora" e que se deve "aos resultados obtidos" no hospital.

Já o responsável da ARS-Norte disse que melhorar o acesso aos cuidados de saúde visual dos portugueses "era uma promessa que estava escrita no programa do Governo e que vai ser cumprida até ao final da legislatura".

"Acreditamos que com esta iniciativa vamos contribuir para melhorar o acesso aos cuidados de saúde visual dos portugueses, e assim reduzir o impacto destas patologias debilitantes na sua qualidade de vida", referiu Fernando Araújo, mostrando ainda confiança que este é um "caso de sucesso, mesmo a nível internacional".

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