Os dados, que apontam para uma tendência de redução do consumo e aumento do preço desta gordura saudável, foram revelados no dia em que é inaugurada a V Bienal do Azeite, que transforma Castelo Branco, na capital do azeite durante três dias.

Segundo a empresa de estudos de mercado AC Nielsen, citada pela Casa do Azeite, o consumo de azeite em Portugal decresceu 1,6% em 2015, em volume, e registou um aumento de 18% em valor.

O preço médio de venda ao consumidor final em 2015 foi de 3,93 euros/kg, mais de 20% acima do preço médio praticado em 2014.

Mesmo assim, de acordo com os dados disponíveis no ‘site’ da Casa do Azaite, o consumo tem-se mantido estável nos últimos anos, em torno das 70.000 toneladas, o que representa um consumo ‘per capita’ de 7,0 kg e “uma nítida recuperação comparativamente ao início da década de 90, em que o consumo ‘per capita’ se situava em 2,6 kg”.

Quanto à produção, atingiu na campanha 2015/2016 as 109.052 toneladas, um aumento de cerca de 79% relativamente à campanha anterior e que representa a terceira maior produção em 100 anos, segundo as estatísticas do INE recolhidas pela Casa do Azeite.

O Alentejo manteve-se como a principal região produtora (73% do total), com 79.344 toneladas, seguindo-se Trás-os-Montes (12%), com 13.092 e Ribatejo e Oeste (5,4%), com 5.887 toneladas.

Entre os cinco principais países exportadores de azeite

Portugal encontra-se igualmente entre os cinco principais países exportadores de azeite, tendo vendido ao exterior 129.600 toneladas em 2015, apesar de um decréscimo de 4,4% no volume exportado.

Espanha foi o principal destino da produção nacional, absorvendo 49% do total (63.970 toneladas), seguindo-se o Brasil (25%), Itália (13%) e Angola (3%).

A produção mundial de azeite está concentrada na Bacia Mediterrânica, com oito países europeus a representar quase 70% do total: Espanha, Itália, França, Grécia, Portugal, Chipre, Croácia e Eslovénia.

Os dados provisórios do Conselho Oleícola Internacional, um organismo que representa 95% da produção mundial, sugerem um aumento de 18% para a campanha de 2015/2016 (após as quebras registadas nas duas campanhas anteriores), com um valor estimado de 2.985.500 toneladas.

Espanha continua a ser o maior produtor mundial, esperando-se um total de 1.300.000 toneladas para a campanha de 2015/2016, seguindo-se Itália (350.000), Grécia (300.000) e Portugal (109.052).

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