Confinados

A Comissão Europeia pediu aos seus funcionários que estiveram na zona vermelha de 11 cidades do norte de Itália para ficarem em quarentena por 14 dias. Atualmente, não recomenda a reintrodução de controles nas fronteiras do espaço Schengen.

O Parlamento Europeu emitiu uma recomendação de isolamento semelhante para uma região italiana mais ampla que inclui Lombardia, Piemonte, Emilia Romagna e Veneto, além da China, incluindo Hong Kong e Macau, Singapura e Coreia do Sul.

A Roménia colocou em quarentena uma dúzia de pessoas procedentes da zona vermelha italiana.

Os franceses das regiões italianas afetadas pela epidemia de coronavírus devem evitar "saídas não essenciais" por duas semanas e manter as crianças em casa.

Os estudantes que regressam da China, Singapura, Coreia do Sul e das duas regiões italianas mais afetadas (Lombardia e Veneto) também devem ficar em casa por 14 dias.

O Reino Unido pediu que aqueles que vieram do norte de Itália, China, Coreia do Sul e Irão se isolem em casa e informem as autoridades.

A Bósnia aconselhou aqueles que chegarem desses países a consultar um médico e a permanecer em casa.

Na Hungria, o presidente da câmara de Eger (nordeste de Budapeste) fechou a piscina da cidade e ordenou a desinfecção da equipa local de pólo aquático após o regresso de Itália.

Deslocamentos afetados

A companhia aérea nacional Bulgaria Air cancelou todos os seus voos entre Sofia e Milão até 27 de março.

A Áustria anunciou a possibilidade de novos encerramentos temporários das fronteiras, após a suspensão temporária do tráfego ferroviário no porto de Brenner no domingo. Na região da Caríntia, as autoridades adiaram uma competição de ski na qual participariam 300 pessoas do norte de Itália.

Os controladores de comboio franceses que operam a linha Paris-Milão são substituídos na fronteira pelos seus colegas italianos.

Na Croácia, todas as viagens escolares foram canceladas nos próximos 30 dias.

Vários países aconselharam os seus cidadãos a não viajar para as regiões afetadas de Itália, incluindo Espanha, Áustria, Luxemburgo, Hungria, Ucrânia e Roménia.

A Finlândia e a Dinamarca aconselharam extrema "prudência" aos viajantes que se deslocarem por Itália e pediu que informem os seus consulados sobre os seus projetos de viagem.

Controlo e prevenção

Os aeroportos húngaros de Budapeste e Debrecen (leste), bem como o de Kiev, na Ucrânia, controlam a temperatura dos passageiros procedentes de Itália.

A Ucrânia verificará a temperatura dos viajantes na sua fronteira terrestre com a Hungria, onde passam os autocarros que viajam entre Itália e Ucrânia.

A Ukraine International Airlines pediu ao seu pessoal de bordo que use luvas e máscaras de borracha em voos de Itália.

O aeroporto de Praga prevê, por sua vez, um "aumento das medidas de higiene".

Em Varsóvia, médicos sobem nos aviões procedentes de Itália para verificar a temperatura, antes de autorizar os passageiros a desembarcar.

Na Croácia, as pessoas que regressam das regiões italianas afetadas pelo vírus serão interrogadas pela polícia de fronteira e por especialistas em epidemias.

Na Sérvia, as autoridades decidiram estabelecer nas fronteiras terrestres exames médicos de todos os passageiros que estiveram "em regiões expostas a alta transmissão de vírus" durante as últimas duas semanas.

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