Que doença é esta?

A Osteoporose é uma doença que se caracteriza pela redução da massa óssea e pela alteração na qualidade do osso, o que origina uma diminuição na sua resistência.

Não sendo adequadamente tratada, a consequência da Osteoporose é o elevado risco de fraturas, sendo das mais graves, a do fémur (anca), da coluna vertebral, a do úmero (braço) e a do punho, que representam importantes causas de incapacidade ou de morte. Sim, a fratura osteoporótica, principalmente a do fémur, está associada a um maior risco de mortalidade!

Estima-se que, no mundo, uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens vão sofrer uma ou mais fraturas em consequência da Osteoporose.

Caso ainda não tenha ocorrido uma primeira fratura, o doente não tem sintomas, daí a extrema importância do diagnóstico precoce, através da realização de uma densitometria óssea, um exame que mede a densidade dos ossos.

Quais são os fatores de risco?

Os principais fatores de risco major de Osteoporose são:

- História de fratura vertebral

- História de fratura sem causa aparente depois dos 50 anos

- História de fratura do colo do fémur num dos progenitores (mãe ou pai)

- Tratamento com “cortisona” por um período superior a 3 meses

- Menopausa precoce (antes dos 40 anos)

- Propensão elevada para quedas

Principais fatores de risco minor de Osteoporose:

- Tratamento crónico com antiepiléticos

- Dieta pobre em laticínios

- Consumo excessivo de cafeína e/ou de álcool

- Tabagismo

- Baixo peso

- História de imobilização prolongada

Como vemos, existem fatores de risco que não podemos modificar mas existem outros que estão ao alcance de cada um alterar! Como por exemplo, deve evitar fazer uma alimentação rica em gorduras e pobre em cálcio e vitamina D, fumar, beber bebidas alcoólicas em excesso ou ter uma vida sedentária.

Quem deve realizar a densitometria óssea?

Sem exceção, este exame deverá ser efetuado por todas as mulheres com mais de 65 anos e por todos os homens com mais de 70 anos.

No entanto, as mulheres em menopausa e os homens com mais de 50 anos que tenham um fator de risco major ou dois fatores de risco minor - acima referidos - para Osteoporose, têm também indicação para a realização de uma densitometria óssea.

Além disso, qualquer pessoa com mais de 50 anos que já tenha tido uma fratura do punho, do braço (úmero), da coluna ou do fémur (anca), deverá efetuar uma densitometria óssea para confirmar o diagnóstico, pois o risco de uma segunda fratura é ainda mais elevado.

Lembre-se que os sintomas da doença apenas surgem numa fase avançada, pelo que um diagnóstico precoce é essencial para que se possa impedir a sua progressão.

Em que consiste este exame?

A densitometria óssea (DEXA) é o método indicado para medição da massa óssea e consequente predição do risco de fratura na prática clínica, em particular nas mulheres em idade menopáusica. A densitometria pode ainda ser utilizada na avaliação da composição corporal, permitindo medir tanto a massa óssea quanto o conteúdo corporal de gordura e massa magra.

Existem inúmeras aplicações clínicas do estudo da composição corporal, no âmbito da medicina desportiva, obesidade, anorexia, reabilitação motora de doenças neuromusculares e em avaliações nutricionais. Outras aplicações incluem a monitorização das alterações de massa magra e de gordura esperadas nos doentes que usam hormonas de crescimento, corticosteróides e nos transplantados em uso de imunossupressores.

Trata-se de uma técnica de diagnóstico, que utiliza radiação ionizante em muito baixa dose, com elevada sensibilidade e reprodutibilidade, quando usado o mesmo equipamento e manuseado de um modo técnico apropriado, pelo que é a técnica de eleição não só para o diagnóstico dos estados de baixa de cálcio e consequente fragilidade óssea, mas também para a sua monitorização e avaliação da resposta à terapêutica.

E depois do exame?

Após a confirmação do diagnóstico de Osteoporose ou de Osteopenia (condição pŕevia à Osteoporose em que existe uma diminuição gradual da massa óssea), o doente deverá consultar um reumatologista (ou o seu médico assistente), para iniciar o tratamento adequado o mais rapidamente possível, e assim reduzir o seu risco de fraturas.

Cuide da saúde dos seus ossos!

Um artigo dos médicos Alberto Vieira, Coordenador de Imagiologia do Hospital CUF Porto, e Filipe M. Brandão, Coordenador de Reumatologia do Hospital CUF Porto e Instituto CUF Porto.

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