"Vamos distribuir 40 pulseiras de teleassistência, com georreferenciação, destinadas à assistência aos idosos do concelho para que, por dependência física, social ou económica, possam ter uma maior proximidade com a assistência de uma equipa multidisciplinar de saúde ao longo de 24 horas, sete dias por semana ", explicou hoje à Lusa o presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança.

Segundo o autarca, dado o isolamento de muitos idosos nos territórios do interior, este tipo de equipamento poderá fazer a diferença em caso de urgência médica ou social.

"A teleassistência, de uma forma única, vai permitir que, à distância de um clique, o idoso fique mais próximo da assistência médica ou do apoio social e psicológico, sendo que se trata de um serviço destinado aos mais carenciados", vincou o autarca transmontano.

Nesta primeira fase, o município vai assumir a totalidade dos custos da teleassistência, sendo que depois haverá a possibilidade de implementação deste mesmo equipamento nos domicílios das pessoas que não sejam carenciadas.

"Nestes casos, parte dos custos serão suportados pelos próprios utentes. O investimento não é de grande monta. O mais importante é que as pessoas mais idosas se sintam confortáveis e seguras nos seus domicílios já que podem dispor de acompanhamento social, psicológico e médico em situações de isolamento devido às distâncias e solidão", explicou Nuno Gonçalves.

As pessoas que estejam numa situação de solidão, quer tenham possibilidades económicas ou não, podem dirigir-se aos serviços municipais para perceber como funciona este serviço de teleassistência.

O autarca referiu ainda que “pessoas que tenham desarmonia familiar também podem ser contempladas com este tipo de equipamento”, sendo certo que a sua aquisição obedece a requisitos já estabelecidos num regulamento.

O projeto começou com a instalação de nove pulseiras a outros tantos idosos (oito mulheres e um homem). As restantes pulseiras vão agora ser entregues, após a análise de cada um dos casos.

"Estas pulseiras permitem-nos identificar o local exato onde a pessoa está e saber as condições que enfrenta", concretizou.

Este serviço resulta de um protocolo entre o município de Torre de Moncorvo e a Cruz Vermelha Portuguesa.

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