“Se antes, nos postos de trabalho [nas empresas], nos levantávamos de vez em quando, agora isso não acontece. Estamos mais tempo a olhar para o computador, mais tempo a pedir aos olhos que foquem à mesma distância”, explicou à agência Lusa o vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), Fernando Trancoso Vaz.

Além disso, acrescentou, “quando estamos a olhar para o computador, como estamos atentos aos pormenores que lá estão, vamos pestanejar menos vezes, logo, há menor lubrificação e, como olho está muito tempo aberto, a lágrima evapora”.

O especialista explicou que com o teletrabalho, imposto pela pandemia de covid-19, as pessoas se têm “queixado muito, não só de cansaço, como de pressão no olho, dores de cabeça e [dizem] que ao final do dia não conseguem focar tão bem ao perto como focavam de manhã”.

“E há ainda queixas de olho seco, ardor ou olho vermelho”, acrescentou.

O vice-presidente da SPO cita um estudo que avaliou o cansaço muscular e a capacidade de focar ao perto e que mostrou que “quem estava mais de duas horas ao computador tinha alterações”, mas, quando se separaram as pessoas entre as que não fizeram nada e as que aplicavam regras de compensação, como fazer paragens, olhar para longe e usar lágrima artificial, as que seguiram as dicas não apresentavam queixas no final do estudo.

“O que significa que estas alterações são reversíveis. Todos os dias temos queixas e elas desaparecem se formos para casa e descansarmos. Mas se voltarmos a estar pelo menos duas horas ao computador elas voltam a aparecer”, explicou Fernando Trancoso Vaz,

O especialista aponta ainda a chamada regra 20/20/20, que significa que a cada 20 minutos no computador a pessoa deve fazer uma pausa e olhar durante 20 segundo para uma distância de 20 pés (cerca de seis metros).

“As pausas regulares para olhar para longe são a grande chave, pois, ao olhar para longe, a pessoa permite o relaxamento dos músculos e, ao pestanejar mais, lubrifica o olho”, sublinha, lembrando que as dicas servem para todas as idades.

O especialista defende que quem passa muito tempo a olhar para écrans deve usar lágrimas artificiais.

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