“Neste fim de semana, vão chegar da Alemanha para Macau algumas doses da vacina [da Pfizer/BioNTech]”, anunciou o médico Tai Wai Hou, coordenador do plano de vacinação no território, precisando que o carregamento terá entre “nove a dez mil doses”.

O médico falava durante a conferência diária sobre a situação da pandemia no território, em resposta a questões de jornalistas sobre se Macau tem vacinas suficientes para administrar a segunda dose àqueles que optaram pela vacina da Pfizer/BioNTech.

“Neste momento, temos vacinas suficientes”, confirmou o coordenador, precisando que “ainda restam 15 mil doses” do fármaco, e assegurando que seriam suficientes “para mais de uma dezena de dias”, havendo novo carregamento no fim de semana.

O médico precisou também que “de momento, ainda há 270 mil vacinas da [vacina chinesa] Sinopharm”, estando encomendadas mais “200 mil doses”.

Os cerca de 683 mil residentes em Macau podem escolher entre as vacinas da Sinopharm e da BioNtech.

Em 15 de abril, o Governo suspendeu uma encomenda de 400 mil doses da Astrazeneca, que deveriam ter começado a chegar ao território este mês, para avaliar a segurança desta vacina.

Apesar de a população poder escolher que vacina tomar, com um prático sistema de marcação ‘online’ e vários horários à disposição, a vacinação está ainda muito aquém do que é necessário para atingir a imunidade coletiva (mais de 80% da população, segundo a Organização Mundial da Saúde).

Desde o início da campanha de vacinação, em 09 de fevereiro, foram apenas vacinadas 181.797 pessoas, tendo 101.141 tomado a primeira dose e só 80.656 as duas, segundo dados divulgados hoje.

As autoridades de saúde confirmaram também que estão “a fazer trabalhos de preparação” para poderem efetuar “testagem em massa” da população, na eventualidade de surgirem surtos da doença em Macau, tendo começado a procurar “locais aptos” para esse efeito.

“Temos de estar preparados”, informaram, sublinhando que a situação em Macau “depende muito das regiões vizinhas”, nomeadamente devido ao novo surto de covid-19 na província chinesa de Guangdong.

Macau identificou apenas 52 casos desde o início da pandemia e não registou qualquer morte por covid-19 nem qualquer surto comunitário.

No mesmo dia em que foi identificado o 52.º caso, em 10 de junho, Macau anunciou medidas preventivas devido ao novo surto da doença na província vizinha de Guangdong, exigindo agora a apresentação de um código de saúde ‘online’ na maioria dos espaços públicos, incluindo transportes, que diferencia por cores (verde, amarelo e vermelho) o risco potencial de contágio.

Guangdong, que registou mais de uma centena de casos locais desde 21 de maio, é o ponto de origem da maioria dos turistas e da força de trabalho em Macau.

As autoridades de Saúde de Macau apertaram também os controlos fronteiriços, exigindo, por exemplo, quarentena de 14 dias a quem chegar de alguns distritos das cidades de Cantão e de Foshan.

Os Serviços de Saúde de Macau vão ainda abrir um local temporário de testes de ácido nucleico no posto fronteiriço de Hengqin, “para facilitar” a passagem nesta fronteira, a partir de quarta-feira, anunciou o Governo em comunicado.

O aumento de casos em Guangdong está a traduzir-se numa diminuição no número de visitantes na capital mundial do jogo, que mostrava sinais de recuperação, após um ano em que a ausência de turistas afetou fortemente a economia do território.

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