“As pessoas morrem quando as suas infeções ou tumores se tornam resistentes a medicamentos”, afirma um dos autores do estudo, acrescentando que os investigadores analisaram quando pode ser melhor usar drogas para conter em vez de eliminar o tumor.

Segundo os investigadores das universidades do Michigan e de Penn State, há situações nas quais a contenção através de medicamentos permite manter o doente vivo mais tempo, mas noutros casos significa piorar a situação.

Na investigação, publicada hoje na revista PLOS Biology, os peritos compararam duas estratégias de tratamento com o objetivo de maximizar a quantidade de tempo do doente até ao tratamento falhar devido ao desenvolvimento de resistência aos medicamentos.

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Os investigadores concentraram-se em dois fatores principais que influenciam se uma infeção ou tumor vai desenvolver resistência aos medicamentos.

A primeira é a velocidade à qual as células, inicialmente sensíveis ao tratamento, se tornam resistentes. O segundo fator, denominado como “supressão competitiva”, está relacionado com o facto de a propagação da resistência, quando aparece, poder ser retardada com recurso a células sensíveis ao tratamento. “A prática padrão tem sido tratar os tumores tão agressivamente quanto possível para minimizar o risco de as células se tornarem resistentes”, afirmou Andrew Read, um dos autores do estudo.

Mas esta análise mostra que, em muitas situações, conter o tumor pode aumentar o período até que o tratamento falhe. Segundo os investigadores, é importante fazer uma análise em face de cada caso.

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