A criança sofria de uma cardiopatia congénita e encontrava-se internada naquela unidade hospital com uma pneumonia, tendo a família pedido várias vezes para transferir o bebé para o Hospital de São João, no Porto, onde este era seguido.

A avó do bebé, Maria do Céu Antunes, disse que levou o neto ao hospital, quinta-feira passada, por apresentar tosse.

Segundo a avó, o menino deu entrada no hospital de Viana, cerca das 08:40 de quinta-feira, "com tosse mas sem febre".

"Cerca das 10:30 começou a aparecer a febre. Por sorte, o pediatra que o acompanha no hospital de Viana encontrava-se de serviço, e decidiu interná-lo", adiantou.

A avó do menino garantiu que a partir de sexta-feira, "e porque a febre não cedia", a família "pediu várias vezes" para que fosse efetuada a transferência para o Hospital de São João, onde o menino era seguido devido ao seu problema de saúde.

"Na sexta-feira às 21:30 a febre continuava a não ceder e insistimos para que o transferissem para o Porto mas disseram-nos que o estado de saúde do meu neto não cumpria os requisitos para a transferência", sustentou.

No sábado, adiantou a avó, o bebé "foi transferido do serviço de pediatria para Neonatologia, no hospital da capital do Alto Minho.

"Cerca das 20:15, depois do padre do hospital o ter batizado pedimos novamente para que fizessem a transferência para o São João. O meu neto não estava nada bem. Só o começaram a preparar para seguir para o Porto cerca das 21:30. Entretanto chegou a ambulância do São João mas já era tarde", explicou a avó.

De acordo com a nota enviada à imprensa, a ULSAM explicou que se tratava de uma criança com uma cardiopatia congénita, acompanhada no Serviço de Cardiologia Pediátrica do Hospital de São João, doença que "condicionou fortemente o seu desenvolvimento ponderal e saúde, com vários episódios prévios de descompensação respiratória".

"O presente internamento deveu-se a um quadro de pneumonia com uma evolução rápida e grave, o que motivou a decisão de transferência para a Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos do Hospital de São João", lê-se naquele documento.

Fonte do gabinete do Ministério da Saúde disse à Lusa que a IGAS vai acompanhar as diligências que venham a ser realizadas no âmbito do procedimento de inquérito que foi instaurado pela ULSAM.

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