No final da cerimónia, os trabalhadores juntaram-se em frente ao auditório do Infarmed e através do seu porta-voz, Rui Spínola, criticaram a ausência do ministro da Saúde nos festejos deste aniversário.

O presidente da Comissão de Trabalhadores considerou que a ausência de Adalberto Campos Fernandes tem um significado para a instituição e para o país. Sobre o facto de terem assistido à cerimónia vestido de negro, Rui Spínola disse que o objetivo foi mostrar “firme e responsavelmente” o sentimento dos trabalhadores.

Os trabalhadores do Infarmed sentem um “enorme orgulho” nos 25 anos que a instituição está a comemorar, mas não escondem um “sentimento de angustia pela incerteza de um futuro duvidoso provocado por uma intenção/decisão irrefletida, errada e que acarreta sérios riscos para o desempenho eficaz da missão do Infarmed”.

Segundo Rui Spínola, os trabalhadores mantêm a esperança de que o Governo volte atrás nesta medida e estão disponíveis a demonstrar que se trata de uma decisão errada. “Vamos demonstrar que não existem vantagens na deslocação do Infarmed para o Porto”, prosseguiu.

Questionado sobre as desvantagens desta mudança, Rui Spínola esclareceu que um Infarmed no Porto não contará com os atuais trabalhadores, com a sua formação e experiência. Durante a cerimónia de celebração dos 25 anos do Infarmed, a presidente do conselho de administração sublinhou precisamente a formação dos trabalhadores deste organismo.

Segundo Maria do Céu Machado, 92% dos trabalhadores têm uma experiência média de 10 anos e 86 colaboradores integram grupos de trabalho europeu.

A presidente do Infarmed recordou ainda que 71% dos trabalhadores têm menos de 44 anos, sendo a maioria (76%) mulheres. “O Infarmed não é um espaço, são as pessoas”, disse.

No final da cerimónia, a secretária de Estado da Saúde recusou-se a comentar a deslocação do Infarmed para o Porto, optando por felicitar os trabalhadores por este quarto de século.

O anúncio de que a sede da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) sairia de Lisboa para o Porto foi feito por Adalberto Campos Fernandes a 21 de novembro do ano passado durante uma conferência em Lisboa.

Os trabalhadores da instituição foram surpreendidos pelo anúncio, tendo a maioria manifestado que não está disposta a ir para o Porto.

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