A Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) está a procurar captar mais grávidas para rentabilizar a maternidade do Hospital de Portalegre, sobretudo oriundas de Elvas e Campo Maior, que atualmente optam mais pelo Hospital de Badajoz (Espanha).

“A ULSNA está a desenvolver um programa para sensibilizar as grávidas do distrito, como das zonas de Elvas e Campo Maior, que gostam mais de ir para Badajoz, ou de Ponte de Sor, que vão para Abrantes”, explicou hoje à Agência Lusa fonte daquele serviço de Saúde.

O programa “A Maternidade Mais Próxima da Comunidade” quer “sensibilizar as grávidas para escolherem o Hospital de Portalegre”, de forma a “procurar rentabilizar a maternidade, que tem uma média anual de 500 partos”, frisou.

“É um trabalho que já começou há alguns meses e que tem tido alguns resultados. O que pretendemos é fomentar a confiança entre as grávidas e as equipas de médicos e enfermeiros do hospital”, acrescentou a fonte.

O projeto coloca enfermeiros Saúde Materna e Obstétrica da maternidade de Portalegre em colaboração com os centros de Saúde, com cursos de preparação para o parto e ações de formação junto das grávidas.

Remodelada há cerca de dois anos, após um investimento de “mais de um milhão de euros”, a maternidade do Hospital de Portalegre “é belíssima, parece um hotel”, e tem “todas as condições para realizar mais partos”, frisou.

O hospital, assegurou a fonte, “obviamente que teria capacidade” para atender as grávidas de Elvas e Campo Maior, na eventualidade de acabar o acordo entre Portugal e Espanha que permite os partos e acompanhamento no Hospital de Badajoz para as residentes naqueles dois concelhos.

Também à Lusa, Filomena Mendes, presidente do Conselho de Administração do Hospital do Espírito Santo de Évora, afiançou que, no caso de surgir alguma “decisão política” para terminar o acordo com Espanha, esta unidade está igualmente preparada para realizar mais partos.

O Hospital de Évora tem “uma média de 1 400 partos anuais, mas, há alguns anos, quando a natalidade era mais elevada, realizavam-se cerca de 2 000. Portanto, temos a capacidade e todas as condições, técnicas e humanas, para acolher em segurança os partos das mulheres de Elvas e Campo Maior”, afirmou.

“Mas é um assunto que não me cabe a mim decidir. Na eventualidade de haver essa decisão, temos a capacidade para dar essa resposta, sempre em articulação com os hospitais de Portalegre e de Elvas”, sublinhou.

Já o presidente da ARS Alentejo, José Robalo, asseverou à Lusa que, “neste momento, não há qualquer orientação superior no sentido de alterar qualquer aspeto das maternidades” da região, “nem sequer do protocolo com Espanha”.

“No entanto, quer o Hospital de Portalegre, quer o de Évora, têm capacidade instalada. Mas o protocolo com Espanha continua em vigor, até orientação em contrário, e não tem qualquer problema”, disse.

4 de janeiro de 2011

@Lusa

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