Rosa Reis Marques respondia desta forma a um requerimento do PSD, na audição de Saúde, onde prestou esclarecimentos sobre "um conjunto de disposições para a implementação de resposta a situações de emergência nas áreas de queimados até 2020".

“Queremos equipar a sexta sala do hospital pediátrico, esperando nunca ter de a utilizar. O hospital está, desde 2011, dotado com três camas para queimados, mas estas não estão formalmente constituídas. Há uma sexta sala de reserva onde poderá ser aberto um bloco operatório dedicado aos queimados pediátricos”, começou por explicar a responsável.

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De acordo com Rosa Reis Marques, trata-se de um investimento de “85 mil euros, mais IVA”, para equipamento como ventiladores, equipamento de bloco operatório, além de pequenas obras de adaptação. O orçamento, avançou, já se encontra na tutela e a obra poderá ser realizada “mais agilmente se houver algum redirecionamento de verbas do quadro comunitário”, frisou.

Segundo respondeu aos deputados a presidente da ARSC, a sexta sala existe desde que o hospital foi construído, mas não foi colocada em funcionamento pois o número de camas existentes “era considerado adequado às necessidades”.

Mais de cem crianças atendidas nos queimados

Rosa Reis Marques avançou que no hospital pediátrico de Coimbra foram atendidas entre 2012 e 2017 119 crianças na unidade de queimados, sendo que em 2017 foram assistidas 15, duas das quais originárias dos fogos florestais. “A dotação de camas é adequada, mesmo em situações de catástrofe, no entender da ARSC”, sublinhou.

Quanto à resposta a situações de emergência em idade adulta, Rosa Reis Marques explicou que “não irá ser feito nenhum desinvestimento, nem diminuição do número de camas”.

“Já estava proposta a requalificação dos cuidados intensivos, para além das 30 camas foram pedidas mais 30 para cuidados intermédios de nível II. E que nesta unidade seja instalada uma unidade de queimados com 10 camas, o que exige uma modernização dos equipamentos que está a ser analisada pela ARSC”, explicou a responsável.

Também o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Fernando Regateiro, foi ouvido na Comissão de Saúde, pelo mesmo assunto.

Fernando Regateiro explicou que o CHUC dispõe de 29 camas dispersas por três unidades, que não estão contíguas e que a dos queimados adultos é uma quarta unidade que está, igualmente, num espaço distante das outras,

“Está prevista a concentração dos serviços numa unidade com ligação à urgência. Nesta versão atual, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra quer integrar a unidade dos queimados. Além de que temos a intenção de criar condições nas camas de nível II para que num caso de contingência possam transformar-se em nível III e nunca o contrário”, disse Fernando Regateiro.

O responsável considerou ainda que “a concentração das unidades tem ganhos no desenho funcional, no que diz respeito às necessidades atuais”, sendo que a unidade integrada de cuidados intensivos prevista irá custar cerca de 25 milhões.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde assinou um despacho, após os incêndios de outubro de 2017, onde prevê um conjunto de disposições para a implementação de resposta a situações de emergência na área dos doentes queimados até 2020.

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