“Estamos a conseguir estabilizar as equipas com enormes dificuldades, mas estamos a conseguir, nas vertentes da atividade programada e da urgência”, disse Carlos Santos aos jornalistas, no final da cerimónia de comemoração do Dia do CHUC.

O responsável sublinhou que a estrutura hospitalar, “uma referência do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, está focada na atração e retenção dos profissionais de saúde, através dos mecanismos legais que tem à sua disposição.

Salientando que em toda a região Centro o CHUC é o único que responde integrado e de forma completa a todas as necessidades, Carlos Santos admitiu as dificuldades na estabilização dos recursos humanos, pese embora o foco “seja sempre o de criar condições de atratividade e retenção dos profissionais no SNS”.

Carlos Santos reconheceu que nalgumas áreas existem mais dificuldades em assegurar a estabilidade das equipas, “que, embora sejam cíclicas, não são permanentes e transversais” e não prejudicam o serviço de atendimento aos utentes.

“Muito se falou durante o verão em dificuldades de estabilização das equipas na vertente de obstetrícia, não quer dizer que o CHUC não tivesse tido dificuldades, que as teve, mas conseguiu ultrapassá-las”, salientou o presidente do conselho de administração, frisando que, dentro de dois anos, com a construção da nova maternidade de Coimbra, a situação esteja alterada.

As maiores dificuldades no atendimento, segundo Carlos Santos, sentem-se no serviço de urgência, quando o afluxo de doentes triados com cor azul e verde, por exemplo, esperam mais tempo do que o previsto, numa situação provocada “não tanto pela falta de recursos, mas fundamentalmente por um deficiente funcionamento do sistema a montante do próprio hospital”.

As comemorações do Dia do CHUC incluíram a homenagem a 121 profissionais de saúde que se aposentaram no último ano e a atribuição de dois prémios e duas bolsas de investigação científica, que foram instituídos pela primeira vez.

“Um hospital universitário não pode perder de vista que tem na sua génese, no seu ADN, um compromisso forte com a investigação clínica e translacional”, sublinhou o presidente do conselho de administração.

Carlos Santos adiantou que o seu financiamento será suportado por verbas da própria investigação clínica, “o que no fundo é um círculo virtuoso de utilização dos resultados de investigação para financiar novos projetos e novas soluções que trarão melhorias para o doente”.

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