Adalberto Campos Fernandes falava na Comissão Parlamentar da Saúde, onde respondeu às questões do deputado do Bloco de Esquerda Moisés Ferreira sobre o recurso às empresas de médicos, o qual criticou.

O ministro subscreveu as críticas, lembrando que este recurso custa atualmente 80 milhões de euros ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), além de ser uma situação injusta para os médicos, que, trabalhando nas instituições, recebem menos do que esses clínicos das empresas.

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“Não somos imprudentes ao ponto de pensar que podemos resolver isto de uma vez”, afirmou, sublinhando “a injustiça” do valor da hora extraordinária dos médicos, que é paga a 50 por cento.

“Esta é uma situação que urge corrigir no próximo Orçamento do Estado”, afirmou, deixando perante os deputados esse contributo.

Adalberto Campos Fernandes anunciou ainda que os hospitais vão ficar inibidos de passar cheques-cirurgia para o setor convencionado, a partir do próximo ano, a menos que demonstrem a real necessidade deste recurso.

Hoje também é notíciaMais de 175 médicos emigraram, nos primeiros cinco meses do ano, segundo dados da Ordem dos Médicos (OM), que teme que o número aumente, devido à falta de vagas para os jovens médicos poderem fazer a especialidade.

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