Numa pergunta enviada através da Assembleia da República, os dois deputados querem saber se a ministra da Saúde, Marta Temido, tem conhecimento das carências existentes no Hospital Sousa Martins, gerido pela ULS/Guarda, "ao nível de várias especialidades médicas e do quadro de pessoal de enfermagem".

O partido questiona ainda se a governante considera "suficiente o número de vagas abertas no recente procedimento concursal para médicos recém-especialistas" e se a decisão de atribuir à ULS "apenas seis das 57 vagas abertas para a região Centro contraria a propalada aposta" do Governo no combate à interioridade e à desertificação do interior.

Os dois deputados do CDS-PP também perguntam à titular da pasta da Saúde "quando serão abertas vagas para a ULS da Guarda para as especialidades de Anestesiologia, Anatomia Patológica, Gastrenterologia, Medicina Interna, Neurologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Patologia Clínica, Pneumologia, Psiquiatria e Radiologia".

João Rebelo e Ana Rita Bessa lembram que no mais recente procedimento concursal para médicos recém-especialistas, das 57 vagas para a região Centro, apenas seis são atribuídas à ULS, nomeadamente em Cardiologia, Cirurgia Geral, Ginecologia/Obstetrícia, Ortopedia, Pediatria e Saúde Pública.

"As vagas agora abertas, além de não serem suficientes para cobrir as necessidades em Cardiologia, Ortopedia e Cirurgia Geral, deixam de fora outras especialidades deficitárias, como é o caso de Anestesiologia, Anatomia Patológica, Gastrenterologia, Medicina Interna, Neurologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Patologia Clínica, Pneumologia, Psiquiatria e Radiologia, e impedem que os médicos que terminaram a sua especialidade em Medicina Interna e Psiquiatria na ULS da Guarda continuem no Hospital Sousa Martins, mesmo que assim o desejem", apontam.

O CDS-PP, face ao "desinteresse do Governo pela saúde no distrito da Guarda, acentuado pela recente sub-orçamentação da ULS no Orçamento do Estado para 2019", manifesta a sua "preocupação sobre o futuro do Hospital Sousa Martins, temendo que esteja em causa o acesso da população a cuidados de saúde".

"O esvaziamento do Hospital Sousa Martins, e [o] eventual colapso desta unidade hospitalar, seria uma fortíssima machadada numa das regiões do interior mais penalizadas", refere.

O partido considera que a situação "é grave, sendo por isso fundamental obter esclarecimentos urgentes" por parte da ministra da Saúde.

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