Numa conferência na Reitoria da Universidade do Porto sobre “Complexidade – Conversas Interdisciplinares”, Ingleby, que tem participado em projetos sobre as condições de acesso a cuidados de saúde dos migrantes, disse que “não há generalizações possíveis acerca da saúde de migrantes”, uma vez que “grupos particulares podem ter problemas particulares em áreas particulares”, consoante as condições de vida.

“Isso é importante porque estão a formar a nova subclasse na Europa”, disse Ingleby, conselheiro da Comissão Europeia para as migrações, mobilidade e acesso dos cidadãos à saúde, de acordo com a nota biográfica da Universidade do Porto.

Sobre a situação atual dos refugiados provenientes do Médio Oriente e de África que procuram assistência na Europa, David Ingleby disse que a crise “começou há três anos, mas ninguém reparou”, lembrando que, em 1992, havia mais requerentes de asilo a entrar na Europa do que agora.

“Isso resolveu-se sem grande histeria ou má gestão, mas desta vez parece ser um verdadeiro desafio e vai causar um período crítico na política europeia. Penso que a equação entre migrantes e diversidade é enganadora. Não se reduz a diversidade simplesmente ao remover os migrantes”, disse Ingleby, que sublinhou que a principal razão para a crise atual é que a Europa decidiu que “não quer mais diversidade”.

Desta forma, para o professor da Universidade de Amesterdão, “não é necessária mobilidade física para penetrar noutro território”, realçando que a mobilidade física a nível global não aumentou desde a década de 1960.

“Se se pretende reduzir a diversidade não é suficiente fechar as fronteiras. Também tem de se desligar a Internet. Talvez se possa ir para a China se se quiser isso”, disse Ingleby.

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