Em declarações à agência Lusa, o presidente do conselho de administração do HDFF, Manuel Teixeira Veríssimo, justificou a decisão de alterar os procedimentos do Hospital de Dia de Oncologia pela “proximidade física” desta unidade “com a área criada para o internamento de doentes Covid e no sentido de proteger os doentes oncológicos”.

Assim, estes 30 utentes são acompanhados a Coimbra e tratados diariamente por duas enfermeiras do Hospital de Dia da Figueira da Foz, com a colaboração de um enfermeiro do IPO, adianta uma informação da unidade hospitalar.

Na Figueira da Foz mantêm-se dois pacientes em tratamentos de quimioterapia e outros doentes oncológicos, cujo número não foi revelado, sujeitos a outra terapêutica.

“Por outro lado, o espaço do Hospital de Dia, em caso de cenário mais grave da pandemia, estava também previsto ser uma área de internamento”, adiantou o administrador.

Manuel Veríssimo notou, por outro lado, que o HDFF “preparou-se para uma resposta à pandemia em grande escala, o que não foi necessário”, afiançou.

“Esperando o melhor, preparamo-nos para o pior cenário, o que felizmente não aconteceu. A nossa resposta foi completa em tudo o que nos foi solicitado”, enfatizou o dirigente hospitalar.

A administração do HDFF revelou hoje, em nota de imprensa, que a situação do Hospital de Dia de Oncologia “está a ser objeto de reavaliação” e, conforme e evolução da situação epidemiológica, espera “brevemente retomar ao seu funcionamento normal, deixando os doentes de ir ao IPO de Coimbra”.

Num balanço sobre a situação de covid-19 na unidade hospitalar ao longo de cerca de dois meses e meio, entre 13 de março e segunda-feira, o HDFF refere que a urgência dedicada ao novo coronavírus realizou 924 atendimentos, tendo sido registados 17 infetados, dos quais 16 estão recuperados, não existindo qualquer doente internado.

O HDFF, que realizou até à data 1.550 testes, teve quatro profissionais de saúde infetados, todos médicos, mantém um doente a ser tratado no domicílio e não registou qualquer morte associada à covid-19.

Neste período, foram contratados 28 novos profissionais e, entre 16 de março e 30 de abril, realizadas 94 cirurgias e quase 6.600 consultas, grande parte “via modo não presencial”.

Na nota, o HDFF afirma prever realizar até finais de julho “todas as consultas e cirurgias que foram canceladas devido à pandemia”, embora não indicando quantos destes procedimentos foram suspensos, e que irá retomar em pleno, a 01 de junho, a capacidade das salas operatórias.

“No entanto, esta retoma obedece as novas regras de segurança pelo que a ocupação das salas teve de ser ajustada”, avisa a unidade de saúde.

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