“Qualquer tipo de violência é inaceitável numa sociedade democrática. Mas tratando-se de depositários da autoridade pública, depositários dos sufrágio universal, o recurso à violência ameaça a democracia, o pacto republicano”, disse o primeiro-ministro na Assembleia Nacional.

As ameaças têm vindo a multiplicar-se nas últimas semanas contra os deputados da maioria, especialmente desde que o Governo anunciou a transformação do passe sanitário em passe vacinal, limitando assim a vida das pessoas não vacinadas contra a covid-19.

O deputado Pascal Bois, pertencente ao partido República em Marcha, do Presidente Emmanuel Macron, viu a sua garagem incendiada na semana passada e outros deputados têm publicado nas redes sociais as ameaças de morte diárias, pedindo que estas tenham duras consequências.

Uma em cada três ameaças recebidas pelos deputados que têm sido favoráveis às restrições governamentais está ligada à crise sanitária, levando a deputada Aurore Bergé a pedir uma “frente comum” contra este tipo de violência, depois de ter apresentado queixa devido a uma montagem sua que circulava na rede social Twitter.

O presidente da Assembleia Nacional, Richard Ferrand, deverá reunir-se até ao fim do mês com o ministro do Interior, Gerald Darmanin, e com o ministro da Justiça, Éric Dupond-Moretti, de forma a enquadrar estes crimes contra os eleitos.

O número de agressões contra os eleitos a todos os níveis, incluindo vereadores e presidente da câmara, tem vindo a aumentar em França, com mais de 230 agressões registadas no primeiro semestre de 2020.

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