"Juntaram-se para enfrentar a crise de saúde mais decisiva dos nossos tempos. Estamos em guerra com um vírus que ameaça separar-nos, se deixarmos", afirmou em comunicado Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

Isto, depois de uma reunião extraordinária dos líderes do G20, que anunciaram a injeção de mais de cinco biliões de dólares (4,5 biliões de euros) na economia mundial "para contrariar as consequências sociais, económicas e financeiras da pandemia".

O responsável incentivou os líderes das 20 maiores economias do mundo a lutar "sem desculpas" contra a crise provocada pelo novo coronavírus, agradecendo aos países que já tomaram medidas, e pedindo para que façam ainda mais para conter os efeitos provocados nos mais diversos âmbitos da sociedade pela covid-19.

Ghebreyesus também os encorajou a unirem esforços, destacando que "nenhum país pode combater isto sozinho", e pediu a todos que mantenham a onda de solidariedade que já se iniciou com a crise.

Por fim, o diretor-geral da OMS desafiou-os a iniciarem um movimento global que garante que uma pandemia deste género nunca mais aconteça.

Os países que integram o G20 são os Estados Unidos, Rússia, China, França, Alemanha, Reino Unido, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Coreia do Sul, África do Sul, Turquia, Arábia Saudita e União Europeia.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais 480 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 22.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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