Do total de surtos ativos nesta região, “oito estão em fase de resolução”, adianta a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), em resposta à agência Lusa.

Quanto aos 121 surtos ativos em Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI), segundo dados de hoje, “com um total de 3.133 casos confirmados”, a Administração Regional de Saúde refere que, no âmbito da incidência de infeções na região de Lisboa e Vale do Tejo, a situação nos lares de idosos “representa preocupação considerando a idade e as comorbilidades geralmente associadas aos residentes em ERPI”.

“Contudo, os casos estão ser acompanhados pelas autoridades de saúde, em articulação com as direções dos lares e com as unidades de saúde”, assegura a ARSLVT.

Na terça-feira, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, revelou que Portugal continental tinha 417 surtos ativos de contágio pelo novo coronavírus, dos quais 284 na região de Lisboa e Vale do Tejo, 55 na região Norte, 29 no Alentejo, 25 na região Centro e 24 no Algarve, "sobretudo identificados em estruturas residenciais para idosos, menos em escolas e alguns em instituições de saúde".

Hoje, Portugal regista 118 mortos relacionados com a covid-19 e 10.176 novos casos de infeção com o novo coronavírus, os valores diários mais elevados desde o início da pandemia, segundo a Direção-Geral da Saúde.

Relativamente ao internamento de doentes com covid-19 nos hospitais da ARSLVT, estão hoje internados 1.409 pessoas, em que 1.214 estão em enfermaria e 195 em unidades de cuidados intensivos (UCI).

“Os números relacionados com os internamentos são voláteis [considerando o conjunto de variáveis envolvidas], pelo que as respostas dos hospitais vão sendo adaptadas em função desse dinamismo”, adianta a ARSLVT, confirmando que tem existido uma maior procura dos serviços de urgência hospitalares.

Porém, segundo a ARSLVT, “os hospitais estão permanentemente a rever os seus planos de contingência e, por isso, está a ser preparado o aumento da capacidade de camas críticas”.

A acompanhar a situação da capacidade de resposta dos hospitais, a ARSLVT diz que tem promovido o funcionamento em rede dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), “que pode ser intrarregional [entre unidades da região] e/ou inter-regional [ou seja, unidades de Lisboa e Vale do Tejo recebem utentes de outras regiões e vice-versa]”.

“Todos os invernos há aumento de procura dos serviços de urgência [SU] devido a uma maior incidência de doenças respiratórias, a par de outras situações clínicas. Este ano acresce a covid-19, sendo que, face a sintomatologia respiratória, os utentes devem primeiramente contactar a Linha SNS 24 (808 24 24 24)”, aconselha a Administração Regional de Saúde.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo está “prevista para breve a abertura de mais 30 camas no Centro de Apoio Militar/CAM de Belém”, que totalizará as 90 contempladas na parceria com as Forças Armadas, informa ainda a ARSLVT, destacando também o reforço em breve do apoio dado pelo Centro de Acolhimento da Marinha na Base Naval do Alfeite, onde irá funcionar uma Estrutura de Apoio de Retaguarda (EAR).

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.899.936 mortos resultantes de mais de 88 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 7.590 pessoas dos 466.709 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

O estado de emergência decretado em 09 de novembro para combater a pandemia foi renovado com efeitos desde as 00:00 de 08 de janeiro, até dia 15.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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