De acordo com o Instituto Robert Koch (RKI), na terça-feira, registaram-se 914 hospitalizações por covid-19 e uma taxa acumulada de internamentos em sete dias de 3,07 por cada 100 mil habitantes.

O número de pacientes com covid-19 nas unidades de cuidados intensivos é de 1.707, mais 21 doentes em 24 horas, o que corresponde a uma ocupação de 7,7% das camas disponíveis nas unidades para doentes mais críticos.

As autoridades sanitárias contabilizaram 28.037 novos contágios em 24 horas e 126 mortos por covid-19 (face a 16.077 casos e 67 óbitos na semana passada), enquanto o número de casos ativos na Alemanha é de 192 mil, de acordo com os dados do RKI.

Em declarações à rede de comunicação social Redaktionsnetzwerk Deutschland (RND), o presidente da Sociedade Alemã de Hospitais (DKG), Gerald Gass, alertou que, se nas próximas duas semanas a situação se mantiver, o número de pacientes hospitalizados pode chegar outra vez aos três mil doentes nas unidades de cuidados intensivos.

O mesmo responsável disse que – numa semana – as hospitalizações aumentaram 40% e o número dos internados nas unidades de cuidados intensivos aumentou 15%.

“Apesar de os hospitais serem capazes de gerir a situação, não vai ser possível sem limitar o funcionamento normal”, sendo que os médicos vão ter de voltar a adiar as operações cirúrgicas menos urgentes, avisou.

Nos momentos mais graves da pandemia, os hospitais alemães tiveram de prestar assistência a mais de 5.700 doentes com covid-19 nas unidades de cuidados intensivos.

“Encontramo-nos numa situação crítica em relação à pandemia”, acrescentou.

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