“Somos capazes de acelerar a produção se a procura assim o exigir”, disse à agência AFP Savros Nicolaou, um membro sénior do grupo que comercializa o fármaco.

“Estamos ainda a avaliar qual poderá ser a procura mundial deste medicamento. Obviamente que se aumentar muito teremos dificuldade em satisfazê-la”, acrescentou.

De acordo com os resultados de um ensaio clínico no Reino Unido, divulgado na terça-feira, a dexametasona reduziu em um terço as mortes em pacientes em ventilação artificial e em um quinto em pacientes não entubados.

O Governo britânico anunciou que o tratamento, que tem poderosos efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores, seria imediatamente utilizado.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, congratulou-se igualmente com o facto de a dexametasona poder “melhorar o tratamento da doença”.

“Isto é tanto mais interessante quanto as licenças de fabrico deste produto a nível mundial pertencerem a uma empresa sul-africana”, referiu, por seu lado, o ministro da Saúde da África do Sul, Zweli Mkhize.

A dexametasona é fabricada sob a forma de comprimidos numa fábrica em Aspen, Alemanha, e sob a forma de injeção, produzida em vários países através de acordos comerciais.

Na sequência da publicação do estudo do Reino Unido, o valor das ações da Aspen Pharmacare aumentou 9,3% na quarta-feira, na Bolsa de Joanesburgo.

A pandemia de COVID-19 já provocou mais de 450 mil mortos e infetou mais de 8,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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