Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Diversão (APED), Francisco Bernardo, avançou que a reunião de hoje serviu para “clarificar o ponto de situação” e para perceberem que parte da decisão de começarem a trabalhar não depende da DGS.

“Clarificámos o ponto de situação. Ficámos a saber que parte da decisão não passa por aqui [DGS], não depende deles. Estão aqui para analisar e avaliar se as propostas enviadas são exequíveis e prometeram dar o parecer com o máximo de celeridade possível”, disse Francisco Bernardo.

O presidente da APED disse que tinha a convicção, após uma reunião com a Associação Nacional de Municípios, que teria de sair da DGS “um plano ou um protocolo” sanitário para poderem voltar a trabalhar, mas hoje ficaram a saber que não era assim.

Segundo o responsável foi entregue na reunião pelas duas associações um “protocolo elaborado por um empresário do setor para servir de suporte a este tipo de reuniões”, documento que terá sido adaptado de alguns países europeus, nos quais algum tipo destes equipamentos estão já a funcionar, nomeadamente em Itália e na Áustria, referiu.

“O protocolo sanitário foi traduzido e adaptado à realidade portuguesa. Sempre nos tentámos adaptar à legislação que vai saindo para este setor, não será diferente neste momento se nos impuserem algumas coisas que possamos adaptar nos nossos equipamento e recintos. Estamos disponíveis para tentar pelo menos, cumprido com as normas de segurança”, afirmou.

Francisco Bernardo frisou ainda ter a expectativa de se dirigirem aos municípios e, “de forma concertada, tentar criar algo”, reconhecendo que não serão parques como existiam anteriormente nas festas, feiras e romarias, entretanto canceladas e só possíveis em 2021, mas “situações pontuais espalhadas pelas cidades”.

É também este “salpicar de equipamentos” pelas cidades que o presidente da recém-criada Associação dos Profissionais Itinerantes Certificados (APIC), Luís Fonseca, defende, lamento no entanto que o “impasse na resolução do problema esteja no Ministério da Economia”.

“A reunião com a DGS correu muito bem, foi excelente, cinco estrelas”, começou por explicar, lembrando que foi “com orgulho” que as duas associações representativas do setor estiveram juntas “a fazer acontecer” e reiterando que o “Ministério da Economia está a falhar pois ainda não desbloqueou a situação para o setor”.

Os apoiantes desta associação concentraram-se hoje junto ao Palácio da Ajuda, onde irá decorrer o Conselho de Ministros de hoje, como objetivo de protestar contra a "discriminação" que alegadamente estão a ser alvo face a outros setores da economia, no âmbito das medidas que o Governo tem vindo a adotar nas recentes fases de desconfinamento.

Devido ao surto de covid-19, os negócios itinerantes em eventos culturais, feiras, festas, romarias e circos, a maioria das quais canceladas, ficaram comprometidos.

Em 15 de março, o Governo anunciou que as feiras e os mercados de venda de produtos, excluindo as de diversão, podiam reiniciar a sua atividade a partir de 18 de maio, "devendo para tal existir um plano de contingência".

Em 06 de maio, os representantes da recém-criada APIC saíram "indignados" de uma reunião com o Governo, reclamando apoios à sustentabilidade dos negócios e a possibilidade de suspensão do pagamento de alguns impostos, uma vez que estão impedidos de trabalhar por causa da pandemia de covid-19.

"A reunião correu muito mal. O Governo não tem nenhum plano para nos auxiliar. Estamos profundamente revoltados", afirmou na altura à agência Lusa o presidente da APIC, Luís Fernandes, após uma reunião com secretário de Estado do Comércio, João Torres.

"Estamos muito indignados e desesperados e não iremos desarmar enquanto não tivermos uma resposta satisfatória", ressalvou.

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