Portugal registou desde o início da pandemia 4.056 mortes associadas à COVID-19 e 268.721 casos de infeção, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) hoje divulgado.

Em relação a segunda-feira, registaram-se mais 85 óbitos, 3.919 infetados e 7.406 recuperados. Ao todo há já 184.233 casos de recuperação assinalados em território nacional.

COVID-19: Lista de casos por concelho
COVID-19: Lista de casos por concelho
Ver artigo

A maioria dos novos casos foram notificados na região Norte, com 2.284 novas infeções, ou seja, 58,3% do total de novos diagnósticos em todo o país.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 1.907 óbitos (+50 do que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (1.467 +20), Centro (521 +12) e Alentejo (101 +3). Pelo menos 43 (=) mortes foram registadas no Algarve. Há 15 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se dois óbitos (=) associados à doença.

Em todo o território nacional, há 3.275 doentes internados, mais 34 que ontem, e 506 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais oito do que na segunda-feira, um novo recorde.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 80.432 casos ativos da infeção em Portugal – menos 3.572 que ontem - e 82.160 pessoas em vigilância pelas autoridades – mais 135.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 139.905 (+2.284), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (91.053 +1.018), da região Centro (25.949 +446), do Alentejo (5.320 +83) e do Algarve (4.870 +65. Na Madeira existem 796 (+5) casos confirmados e nos Açores 828 (+18).

Os visons continuam na mira da luta contra o coronavírus. Porquê?
Os visons continuam na mira da luta contra o coronavírus. Porquê?
Ver artigo

Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 2.741 mortes registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (807), entre 60 e 69 anos (341), entre 50 e 59 anos (119) e 40 e 49 anos (37).

Os dados indicam ainda que, do total das vítimas mortais, 2.095 são do sexo masculino e 1.961 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 45.135 casos, seguida da faixa etária entre os 20 e os 29 anos, com 43.279, e da faixa etária dos 30 e os 39 anos, com 41.584.

Os dados indicam ainda que, desde o início da pandemia, houve 118.649 homens infetados e 145.191 mulheres, sendo que se desconhece o sexo de 4.881 casos.

Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje
Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje créditos: SAPO

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Último balanço mundial

A pandemia da COVID-19 já causou pelo menos 1.397.322 mortos no mundo desde que o novo coronavírus foi descoberto em dezembro na China, indica um balanço da agência France-Presse até às 11h00. Mais de 59.256.310 infeções foram diagnosticadas no mesmo período, das quais pelo menos 37.691.800 foram consideradas curadas. Nas últimas 24 horas, registaram-se mais 7.896 mortes e 593.934 casos em todo o mundo, segundo a AFP.

Os países que registaram mais mortes no último dia foram os Estados Unidos, com 835 mortos, a Itália, com 630, e a Polónia, com 540.

Os Estados Unidos são o país mais afetado, tanto em número de mortos como de casos, com um total de 257.707 mortos entre 12.421.216 casos, segundo o balanço da universidade Johns Hopkins. Pelo menos 4.633.600 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais atingidos são o Brasil com 169.485 mortos em 6.087.608 casos, a Índia com 134.218 mortos (9.177.840 casos), o México com 101.926 mortes (1.049.358 infetados) e o Reino Unido com 55.230 mortes (1.527.495 casos).

Entre os países mais afetados, a Bélgica é o que conta com mais mortos em relação à sua população, 136 por cada 100.000 habitantes, seguido do Peru (108), Espanha (92) e Itália (83).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau) declarou um total de 86.464 casos (22 nas últimas 24 horas), incluindo 4.634 mortos (0 no último dia), e 81.508 curas.

A América Latina e as Caraíbas totalizavam hoje às 11:00 TMG 435.916 mortos em 12.523.367 casos, a Europa 377.263 mortes (16.657.311 infetados), os Estados Unidos e o Canadá 269.201 mortos (12.755.021 casos), a Ásia 189.142 mortos (11.975.641 infetados), o Médio Oriente 74.880 mortes (3.160.744 casos), África 49.979 mortos (2.154.039 casos) e a Oceânia 941 mortos (30.196 infetados).

O número de casos diagnosticados só reflete, contudo, uma fração do número real de infeções. Alguns países só testam os casos graves, outros utilizam os testes sobretudo para rastreamento e muitos países pobres dispõem de limitadas capacidades de despistagem.

O balanço foi realizado a partir de dados recolhidos pelas delegações da AFP junto das autoridades nacionais competentes e de informações da Organização Mundial de Saúde.

Gostava de receber mais informações sobre este tema? Subscreva a nossa newsletter e as nossas notificações para que nada lhe passe ao lado.

Vídeo - Transmissão do vírus SARS-CoV-2: porquê manter dois metros de distância?

Estes são os 12 vírus mais letais do mundo

Notificações

Os temas mais inspiradores e atuais estão nas notificações do SAPO Lifestyle.