Portugal contabilizou desde o início da pandemia 4.645 mortes associadas à COVID-19 e 303.846 casos de infeção, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) hoje divulgado.

Em relação a terça-feira, registaram-se mais 68 óbitos, 3.384 infetados e 2.569 recuperados. Ao todo há já 223.446 casos de recuperação assinalados em território nacional. 

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O Norte, com 1.857 novos casos, concentra 55% do total de novos diagnósticos em território nacional.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 2.218 óbitos (+36 do que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (1.646 +23), Centro (590 +7) e Alentejo (121 +2). Pelo menos 51 (=) mortes foram registadas no Algarve. Há 17 mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se dois óbitos (=) associados à doença.

Em todo o território nacional, há 3.338 doentes internados, mais 63 que ontem, e 525 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais quatro do que na terça-feira.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 75.755 casos ativos da infeção em Portugal – mais 747 que ontem - e 78.815 pessoas em vigilância pelas autoridades – menos 1.148.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 159.642 (+1.857), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (100.000 +939), da região Centro (30.426 +401), do Alentejo (6.372 +85) e do Algarve (5.425 +74). Na Madeira existem 920 (+6) casos confirmados e nos Açores 1.061 (+22).

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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 3.110 mortes registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (952), entre 60 e 69 anos (389), entre 50 e 59 anos (137) e 40 e 49 anos (45).

Os dados indicam ainda que, do total das vítimas mortais, 2.420 são do sexo masculino e 2.225 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 50.988 casos, seguida da faixa etária entre os 20 e os 29 anos, com 48.094, e da faixa etária dos 30 e os 39 anos, com 46.448.

Desde o início da pandemia, houve 134.042 homens infetados e 164.601 mulheres, sendo que se desconhece o género de 5.203 casos.

Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje
Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje créditos: SAPO

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Último balanço mundial

O novo coronavírus já matou pelo menos 1.482.240 pessoas no mundo desde que a OMS relatou o início da doença em dezembro, segundo um levantamento realizado hoje pela agência de notícias AFP às 11:00, a partir de fontes oficiais. Mais de 63.865.770 casos de infeção pelo SARS-CoV-2 foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia, dos quais pelo menos 40.695.700 pessoas já foram consideradas curadas.

Esse número de casos diagnosticados, no entanto, reflete apenas uma fração do número real de infeções.

Alguns países testam apenas os casos graves, outros priorizam o teste para rastreamento e muitos países pobres têm capacidade limitada de teste.

Na terça-feira, 13.186 novas mortes e 625.301 novos casos foram registados em todo o mundo. Os países que registaram o maior número de novas mortes em seus relatórios mais recentes são os Estados Unidos com 2.562 novas mortes, México (825) e Itália (785).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 270.691 mortes para 13.726.306 casos, segundo um levantamento da Universidade Johns Hopkins. Pelo menos 5.226.581 pessoas foram declaradas curadas naquele país.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 173.817 mortes e 6.386.787 casos, a Índia com 138.122 mortes (9.499.413 casos), o México com 106.765 mortes (1.122.362 casos) e o Reino Unido com 59.051 mortos (1.643.086 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica é o que tem o maior número de mortes em relação à sua população, com 145 mortes por 100.000 habitantes, seguida pelo Peru (109), Espanha (97) e o Itália (93).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 86.551 casos (nove novos entre terça-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes e 81.649 recuperações.

A América Latina e o Caribe tiveram hoje um total de 450.015 mortes para 13.103.601 casos às 11:00, a Europa 420.752 óbitos (18.594.535 casos), os Estados Unidos e Canadá 282.856 mortes (14.107.330 casos), a Ásia 195.866 óbitos (12.466.001 casos), o Médio Oriente 79.501 mortes (3.376.186 casos), a África 52.308 óbitos (2.187.775 casos) e a Oceania 942 mortes (30.349 casos).

Esta avaliação foi realizada com base em dados recolhidos pelos escritórios da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

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