“A CML [Câmara Municipal de Lisboa] está pronta para todos os cenários, em conjunto com a proteção civil municipal”, lê-se numa nota do gabinete do vereador da Educação, Manuel Grilo.

O pelouro, da responsabilidade do autarca bloquista, “tem estado em contacto permanente com os agrupamentos, com reuniões e contactos diários”, é ainda referido no comunicado.

A Câmara de Lisboa está também a realizar “as substituições possíveis” de pessoal não docente face ao número de profissionais em isolamento.

O gabinete de Manuel Grilo (BE, partido que tem um acordo de governação do concelho com o PS) ainda não tem a contabilização completa do número de alunos e turmas por escola em isolamento, mas está a recolher essas informações “agrupamento a agrupamento”.

No agrupamento de escolas Vergílio Ferreira, por exemplo, o jardim-de-infância (JI) Horta Nova tem oito casos de covid-19, estando “todas as salas do JI e uma monitora do CAF [Componente de Apoio à Família] em isolamento profilático”, de acordo com uma informação a que a Lusa teve acesso, datada de segunda-feira.

No mesmo agrupamento, a Escola Básica Prista Monteiro conta com nove casos de infeção pelo novo coronavírus, pelo que estão em “isolamento profilático” todas as salas do JI e todas as turmas de 1.º ciclo da escola.

Vários especialistas, autarcas e membros da comunidade escolar têm pedido o encerramento destes estabelecimentos.

Questionado sobre qual a posição do BE relativamente à manutenção do funcionamento das escolas, numa altura em que o país está em confinamento geral para conter a pandemia, a vereação da Educação optou por não comentar.

Já a diretora do agrupamento de escolas de Benfica, Rosária Alves defendeu numa publicação na rede social Facebook: “ensino presencial sempre, [mas] nunca nestas condições”.

No mesmo ‘post’, Rosário Alves apela ao primeiro-ministro, para que “encerre as escolas” e “prolongue o calendário escolar”, considerando que “tudo pode ficar bem”.

“Três professores positivos em isolamento, 20 em quarentena. A escola resolve. Sete auxiliares de quarentena e duas com resultados positivos. A escola resolve. Turmas de 1.º ciclo em isolamento, que regressam amanhã [quinta-feira], sem terem tido oportunidade de fazer testes. A escola resolve”, escreve a professora, acrescentando que a escola não pode, contudo, resolver “a escolha do bicharoco coronavírus (…) para se ‘instalar’ nas crianças".

“Pelo caminho, esqueci-me do contágio com que a criança de 1.º ciclo presenciou o seu avô, que o ia buscar todos os dias à escola. A partir de hoje, coitado já não irá mais. Faleceu com o tal bicharoco, que parece querer arruinar as nossas vidas”, refere Rosária Alves.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.058.226 mortos resultantes de mais de 96,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.465 pessoas dos 581.605 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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