De acordo com o balanço divulgado domingo pelo Ministério da Saúde brasileiro, morreram nas últimas 24 horas mais 115 pessoas, enquanto no sábado foram registadas mais 206 vítimas.

Da mesma forma, o número de novos infetados este domingo foi de 2.055, enquanto no sábado tinha sido de mais 2.917.

O estado de São Paulo continua a ser o mais afetado do Brasil, tendo ultrapassado este domingo as mil mortes.

São Paulo tem agora um total de 1.015 mortes contabilizadas desde o inicio da pandemia, seguido do estado do Rio de Janeiro, com 402, Pernanbuco, com 216, Ceará (186)e Amazonas (182), ainda de acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

O novo ministro da Saúde do Brasil, o oncologista Nelson Teich, assumiu na sexta-feira o cargo, substituindo o ortopedista Luiz Henrique Mandetta, que foi demitido na quinta-feira pelo Presidente do país, Jair Bolsonaro, devido a divergências na estratégia para enfrentar a pandemia de covid-19, mais concretamente na questão do isolamento social.

Enquanto Mandetta seguia orientações científicas e defendia firmemente a necessidade de isolamento social para impedir a propagação do vírus, Jair Bolsonaro, por outro lado, insiste que as pessoas devem voltar ao trabalho e que a economia deve ser reativada porque “o Brasil não pode parar” por causa do que classificou como uma “gripezinha”.

Na cerimónia de posse, em Brasília, Teich destacou que o eixo da sua gestão será o povo, acrescentando que trabalhará em parceria com estados e municípios para conter a covid-19.

“[Vamos] acompanhar diariamente a evolução em cada estado e município, de como está a evoluir a covid-19 e outros problemas que possam estar relacionados com a saúde. Trabalharemos com os estados, com os municípios, para que consigamos ter uma agilidade na solução dos problemas que vão surgir”, afirmou o novo governante.

“O foco serão as pessoas. Não importa o que você faça, no final o que resta é o povo”, acrescentou Teich.

Na cerimónia de tomada de posse do ministro, Jair Bolsonaro voltou a defender a reabertura do comércio e das fronteiras e reconheceu que corre o “risco” de ser responsabilizado caso a propagação do novo coronavírus piore.

“Essa luta para que se comece a abrir o comércio é um risco que eu corro, porque se piora [a situação] tudo cai sobre mim. Agora, eu acho, e é algo que muita gente já sabe, [o comércio] tem que abrir”, defendeu o chefe de Estado.

Já o Ministério da Economia informou no mesmo dia que as medidas já anunciadas para o combate à crise provocada pelo coronavírus devem gerar um custo de 307 mil milhões de reais (54 mil milhões de euros), sendo que desse total, 285,4 mil milhões de reais (50 mil milhões de euros) sairão dos cofres públicos durante 2020.

Segundo a equipa do Tesouro Nacional brasileiro, até ao momento foram gastos 50 mil milhões de reais (8,7 mil milhões de euros) nas ações de combate à pandemia.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 164 mil mortos e infetou mais de 2,3 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 525 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria ou Espanha, a aliviar algumas das medidas.

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