São mais 18 casos em relação aos 41 que tinham sido confirmados até terça-feira. É o maior aumento diário de pessoas infetadas desde o início da epidemia.

Segundo o boletim epidemiológico da DGS, há 59 casos confirmados de coronavírus (COVID-19) em Portugal: 36 no Norte, três em Coimbra, 17 em Lisboa e três no Sul do país.

Há 471 casos suspeitos e 83 esperam resultados laboratoriais. A região do Alentejo e as ilhas não têm casos confirmados de COVID-19.

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De acordo com a DGS, há ainda 3.066 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde, um aumento face aos 667 divulgados na terça-feira.

Segundo o documento divulgado pela DGS, existem pelo menos seis cadeias de transmissão ativas em Portugal. Pelo menos 12 casos foram importados: dois de Espanha, nove de Itália e um da Áustria ou Alemanha. Esta última informação ainda está a ser investigada pelas autoridades de saúde.

O documento disponibilizado ao final desta manhã refere que das 59 pessoas com a infeção, 57 estão internadas.

Há um caso confirmado de um menino com menos de dez anos internado e 11 casos de jovens entre os dez e os 19 anos. Existem também sete doentes acima dos 70 anos, dois dos quais relativos a homens com mais de 80 anos.

É entre a população com idades entre os 40 e os 49 anos que se registam mais casos (16 casos), seguindo-se a faixa etária entre os 60 e os 69 anos (seis casos). Há ainda quatro jovens entre os 20 e os 29 anos, adianta o boletim da DGS, que aponta ainda nove doentes com idades entre os 30 e os 39 anos.

Boletim epidemiológico
Imagem retirada do boletim epidemiológico da DGS créditos: DGS

Hospital de Santa Maria descobre dois casos no internamento

O jornal Expresso avança hoje que equipas do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, descobriram entretanto mais dois casos de COVID-19 entre doentes internados há vários dias naquela unidade. A informação já foi confirmada por circular interna daquela unidade de saúde.

Os dois homens, com mais de 60 anos, estavam hospitalizados com um diagnóstico de pneumonia, mas só agora foi apurada a origem da infeção: o vírus que surgiu em Wuhan, na China, em dezembro de 2019. 

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Os responsáveis hospitalares estão agora a avaliar quais serão os contactos dos dois doentes que terão de ser submetidos à triage para o novo vírus. Na lista estarão familiares, doentes, médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde.

Não se sabe, ao certo, se estes casos já estão ou não contabilizados no boletim epidemiológico da DGS divulgado hoje, que contém apenas dados até às 00h00 de 11 de março.

Tosse, o sintoma mais comum

Segundo o documento da DGS divulgado hoje, a maioria das pessoas infetadas por COVID-19 apresenta tosse (66%), havendo casos de febre (47%), dores musculares (46%), cefaleia (42%), fraqueza generalizada (31%) e dificuldade respiratória (10%).

Boletim Epidemiológico
créditos: DGS

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A epidemia de COVID-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.200 mortos. Cerca de 117 mil pessoas foram infetadas em mais de uma centena de país.

Nos últimos dias, Itália tornou-se o caso mais grave de epidemia fora da China, com 631 mortos e mais de 10.100 contaminados pelo novo coronavírus, que pode causar infeções respiratórias como pneumonia.

A quarentena imposta pelo governo italiano ao Norte do País foi alargada a toda a Itália.

Por causa da situação, o Governo português decidiu suspender todos os voos com destino ou origem em Itália, recomendando também a suspensão de eventos em espaços abertos com mais de 5.000 pessoas. Ordenou também a suspensão temporária de visitas em hospitais, lares e estabelecimentos prisionais na região Norte, até agora a mais afetada.

Foram também encerrados alguns estabelecimentos de ensino, sobretudo no Norte do País, assim como ginásios, bibliotecas, piscinas e cinemas.

Os residentes nos concelhos de Felgueiras e Lousada, no distrito do Porto, foram aconselhados a evitar deslocações desnecessárias.

Acompanhe aqui, ao minuto, todas as informações sobre o novo coronavírus em Portugal e no mundo.

Os vírus e os coronavírus: quais as diferenças?

Veja em baixo o mapa interativo com os casos de coronavírus COVID-19 em todo o mundo:

Se não conseguir ver o mapa desenvolvido pela Universidade Johns Hopkins, siga para este link.

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