Em comunicado, as comissões coordenadoras concelhias do Bloco de Esquerda (BE) de Amadora e Sintra, no distrito de Lisboa, manifestaram “a sua profunda preocupação com o atual estado da falta de acesso a cuidados de saúde” nos dois concelhos da Área Metropolitana de Lisboa.

“Os constrangimentos que se verificam de forma crescente em vários serviços do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca (HFF), bem como a nível dos cuidados de saúde primários da região, por falta de profissionais, colocam em causa os cuidados de saúde à população de Amadora e Sintra, com possíveis consequências dramáticas para a saúde e a vida dos cidadãos”, lê-se na nota.

Segundo o BE, o encerramento noturno da urgência pediátrica e o alargamento dos períodos de fecho da urgência de ginecologia-obstetrícia e bloco de partos (que passa a funcionar apenas de sexta a domingo) do hospital Amadora-Sintra, desde 01 de novembro, “é um grave revés para as crianças, grávidas e mulheres e suas famílias, que se verão obrigadas a percorrer dezenas de quilómetros para terem o atendimento de que necessitam”.

“A sobrecarga que se prevê para os hospitais da cidade de Lisboa poderá ser impeditiva de um atendimento atempado, ficando a população sujeita a longas horas de espera e correndo o risco de não ser atendida atempadamente para a sua situação de urgência”, apontaram os bloquistas.

Mas os constrangimentos não se limitam às urgências de pediatria e de ginecologia-obstetrícia, considerou o BE, avançando que “também a urgência geral do HFF vê agravada a já crónica falta de profissionais, trabalhando com equipas muito abaixo do recomendado, o que coloca em causa a segurança” dos utentes.

A nota alertou ainda que, aos constrangimentos no HFF, acresce o encerramento a partir das 18:00 do atendimento complementar no Centro de Saúde de Monte Abraão desde 02 de outubro.

“O HFF e os centros de saúde de Amadora e Sintra servem uma população de mais de 550 mil cidadãos”, com bolsas de vulnerabilidade, dos quais quase 200 mil (cerca de 35%) não têm médico de família, acrescenta-se na nota.

Para o BE, o Governo e o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, têm “a responsabilidade de tomar medidas urgentes que garantam o direito constitucional de acesso à saúde e que acabem com a desigualdade” a que os “munícipes de Amadora e Sintra se veem votados”.

Nesse sentido, as concelhias do BE de Amadora e Sintra exigem “ao poder autárquico dos dois municípios que defenda junto do Governo esse direito das suas populações”.

Uma porta-voz do HFF confirmou hoje à Lusa que “a segunda maior urgência pediátrica do país” se encontra a funcionar diariamente entre as 08:00 e as 20:00, e a falta de médicos para assegurar as escalas obrigou também a alterações na maternidade, que passou a abrir apenas de sexta-feira a domingo.

O HFF, em comunicado, informou que os condicionamentos, que deverão manter-se até ao final do ano, “devem-se à recusa da prestação de trabalho extraordinário superior às 150 horas anuais pelos médicos das especialidades de ginecologia-obstetrícia e pediatria, o que impede o regular funcionamento das equipas do atendimento urgente”.

A fonte do HFF aconselhou as grávidas e utentes do foro ginecológico que necessitem do serviço de urgência hospitalar a contactarem previamente a linha SNS24 – 808 24 24 24 –, para obterem aconselhamento e encaminhamento para uma unidade hospitalar a funcionar em rede no Serviço Nacional de Saúde.

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